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A condenação da professora Zanália das Graças Carneiro pode servir como modelo para que a rede municipal crie mecanismos eficazes para o combate do racismo nas escolas. A avaliação é de Silvia Seixas, coordenadora pedagógica responsável pelo acolhimento da criança e que elaborou o relatório sobre o caso.
"Esse processo pode criar procedimentos únicos para a rede municipal de forma a impedir outros casos de racismo. Essa menina não foi atendida como deveria ter sido", afirma Silvia, que milita no movimento negro há mais de duas décadas e também integra a rede municipal de ensino como coordenadora pedagógica.
"As pessoas não entendem como crime. Considero que essa decisão é um avanço. É o primeiro e até agora único caso de condenação definitiva envolvendo injúria racial por parte de um professor, embora não seja o único caso ocorrido.
As pessoas não entendem como crime. Considero que essa decisão é um avanço. É o primeiro e até agora único caso de condenação definitiva envolvendo injúria racial por parte de um professor, embora não seja o único caso ocorrido", analisa.
Para ela, a ação da professora é indefensável. "É uma questão de empatia. como alguém adulto, um professor, tem uma atitude dessa?", finaliza.