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O caso de Elisandra reflete um problema estrutural nas redes públicas de ensino brasileiras: a violação física de professores por alunos. Especialistas apontam que a falta de equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, pedagogos especializados em conflitos), a subdimensionamento do corpo docente e a ausência de protocolos eficazes de mediação de conflitos são fatores que contribuem para a escalada de violência no ambiente escolar
"Tornou-se normal a agressão a professores, e isso é um sintoma de problemas severos com a educação. Infelizmente, a falta de respeito é a regra", afirma Zilá Moura, doutora em educação pela Unesp de Araraquara.
A sentença ressalta que "as lesões sofridas pela autora ocorreram no interior de escola pública municipal, no período de seu trabalho, ficando, portanto, caracterizado o dano decorrente da omissão da ré"
No entender do advogado Flavio Zeoti, que atuou no caso, a decisão é importante porque
"serve como precedente relevante para outras vítimas de violência em ambientes de trabalho público, especialmente nas redes de ensino municipais, estaduais e federais".