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Para os comerciantes da Nove de Julho, a obra não é apenas um transtorno logístico, mas uma ameaça direta à sobrevivência dos negócios. A "via-sacra" de interdições tem levado lojistas ao limite financeiro. O relato de uma comerciante local, que prefere não ser identificada, resume o sentimento de abandono e desespero de quem mantém as portas abertas na avenida.
"Eu tô quebrada já, não suporto mais essa paralização. Ao todo, intercalado, teve a construção do viaduto, acabou e começou a reforma da avenida, um total de 6 anos. Fiz um empréstimo de 20 mil reais na última semana para manter os funcionários e as portas abertas. Não consigo pagar as contas", desabafa a lojista que atua há 15 anos na avenida.
A queda no movimento é drástica. Com a via bloqueada por cavaletes e a dificuldade de estacionamento, os clientes evitam a região. O custo fixo, no entanto, permanece alto.
"Agora mais de uma semana e do jeito que tá indo vai levar uns dois meses para arrumar, nosso movimento parou. O faturamento caiu 50%, como eu pago o aluguel, folha de pagamento, IPTU que aqui é uma fortuna, este prédio é 12 mil reais, quem vai arcar com isso?", questiona.