Cana centralizou lavagem de dinheiro, mostra investigação

, atualizado

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Embora a narrativa pública inicial tenha se concentrado em fundos da Faria Lima e grandes players do mercado financeiro, a denúncia do Gaeco e da Receita Federal mostra que o coração operacional da Carbono Oculto pulsa em Ribeirão Preto e região.

Três das quatro usinas administradas pelo grupo ligado ao PCC em São Paulo estão na região, o que fez do eixo canavieiro a principal frente de financiamento do crime organizado, incluindo aspectos como lavagem de dinheiro e financiamento de atividades criminosas.

Segundo a acusação, o fluxo começava nas usinas no entorno de Ribeirão, seguia por distribuidoras, refinarias, transportadoras e armazéns, até desembocar em postos de combustíveis e lojas de conveniência em todo o estado.

A partir daí, o dinheiro retornava ao o sistema financeiro por meio da fintech BK Bank, cuja "sucursal Ribeirão Preto" concentrou, sozinha, cerca de 78% da movimentação ilícita identificada, superando de longe a própria matriz do BK, na Faria Lima, em São Paulo.