ENTRELINHAS DOS PODERES

, atualizado

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LICENÇA NA GELADEIRA

O vereador Daniel Gobbi (PP) chegou a pautar o projeto que acaba com a licença-prêmio indenizada para servidores comissionados, mas retirou o projeto da pauta por quatro sessões seguidas. Nunca mais voltou. A licença-prêmio dos comissionados, que ia acabar, acabou ganhando uma licença extra: ficou na geladeira, sem data para pauta. O TCE cobra a medida.

PPP do HOHOHO

O Parque Permanente de Exposições terá edital de lançamento para uma Arena de Shows ainda em 2026, uma espécie de presente de Natal do prefeito Ricardo Silva (PSD) à população. O edital prevê investimentos da iniciativa privada de quase R$ 135 milhões na construção, com exploração por 35 anos.

VEJA BEM

Contudo, um obstáculo deve ser afastado: a ação de vereadores que produzem decretos legislativos para dificultar a autorização de shows e, posteriormente, retiram o PL da pauta na véspera do evento. O MP apura os fatos no PPIC 156-542/26, questionando a Casa sobre o assunto.

RACHA NO MDB

A bancada do MDB na Câmara está a um passo de rachar de verdade. Igor Oliveira garantiu a Franco Ferro pelo menos quatro dos cinco votos dos vereadores da legenda na eleição da presidência da Casa para 2027, e assegurou para si a presidência da CCJ, mas a costura não foi combinada com os russos. A revolta da bancada é que Igor agiu como se seus correligionários fossem tutelados por ele e pensou nos próprios interesses.

NON DUCOR, DUCO

Danilo Scochi é um dos mais incomodados com a possibilidade de apoio a Franco e, principalmente, com a ação de Igor de tutelar toda a bancada. Nos bastidores, passou a questionar as opções do colega e agora reivindica também a presidência da CCJ, porém sem Franco no pacote.

NO MERCADO

Scochi lembra que abriu mão de disputar a ALESP para não atrapalhar a reeleição de Léo Oliveira e agora vai cobrar do partido uma posição mais coerente do ponto de vista ético-político. Não confirma, mas também não nega, que pode ser candidato a prefeito - dentro ou fora do partido. MDB, portanto, no ponto de rachar e encolher em 2028, como ocorreu na Câmara dos Deputados e no Senado. Com a palavra, o cetáceo-mor, que terá trabalho para acomodar tantos interesses.

DELEGA NA ÁREA

O delegado Martinez é outro que é radicalmente contra as pautas de Franco Ferro — para não dizer contra o colega. Caso o partido decida pelo apoio francano, já se cogita, entre os assessores dele, a antecipação do anúncio da transferência dele para o Podemos, levando Bigodini junto. Crise de votos à vista.

CANUDO FRIO

Corre nos bastidores da Jerônimo Gonçalves uma situação, no mínimo, curiosa: coincidentemente, alguns assessores parlamentares, comissionados e até vereadores têm formação em faculdades de Brasília. O problema é que uma simples pesquisa, cruzando o período das aulas presenciais de formação de alguns assessores com os registros do CAGED, comprova que é muito difícil, para não dizer impossível, manter um emprego no interior de São Paulo e, ao mesmo tempo, cursar uma faculdade, ainda que semipresencial, no Distrito Federal. Os questionamentos do MP chegaram à Câmara, mas já prometem dar dor de cabeça a alguns vereadores, seus assessores e comissionados. Francamente, nobres edis...

LANTERNA DOS AFOGADOS

Maurício Gasparini (União Brasil), desde que passou para o grupo da lanterna dos afogados — daqueles vereadores que vêm derretendo a cada eleição —, garantiu apoiar Franco Ferro na pauta dos 27, do 13º salário e da quebra do GPS, mas, como seus colegas, prefere ficar no apoio secreto. Do mesmo modo, no PL, sem o puxador de votos Isaac Antunes em 2028, ninguém quer ser viúva sem herança.