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BUMBO DO VOTO LOCAL
O bumbo político tocou forte no domingo — e com motivo: a aposta no voto local deu certo. Duda Hidalgo, Rafael Silva Júnior e Isaac Antunes comemoraram a primeira conquista em uma disputa estadual, com passagem garantida para a Alesp. Ribeirão elegeu quatro deputados estaduais, incluindo a reeleição de Léo Oliveira, e mostrou que o eleitor preferiu carimbar o passaporte de quem conhece as ruas daqui. Voto local, voto legal. Agora, a missão é fazer Ribeirão ecoar em São Paulo, sem deixar a festa virar apenas trilha de campanha.
SUPERSTARS
A campanha do presidente Lula convocará duas surpresas "juvenis" das urnas de 2026: Ana Elisa, em Minas Gerais, e Duda Hidalgo, em São Paulo. Ambas são jovens petistas, mas representam caminhos diferentes para chegar ao voto: Ana Elisa se elegeu praticamente só pelas redes sociais; Duda, por sua vez, apostou no tradicional "pé no chão" e conquistou mais votos do que tinha de seguidores. As duas devem integrar a campanha de Lula para atrair o voto dos jovens que não saíram de casa. Etarismo e abstenção estão entre os problemas do presidente.
LICENÇA À VISTA
No entorno do vereador e deputado eleito Isaac Antunes, já se comenta a possibilidade de uma licença do mandato na Câmara em novembro, abrindo espaço para o primeiro suplente, Jesus Carlos. Motivos não faltam: cuidar das pendências do fim da campanha e começar a projetar uma nova vida em São Paulo. Afinal, o vereador já parece pensar mais com cabeça de deputado do que de vereador.
POR UM TRIZ
O deputado estadual reeleito Léo Oliveira comemorou a vitória, ressaltou as dificuldades da campanha e valorizou o aumento de sua votação em relação à eleição passada. Também citou a expectativa em torno de Regina Nunes, esposa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. A previsão era de que ela alcançasse 500 mil votos, mas ficou em 155 mil.A projeção de sete ou oito cadeiras também não se confirmou: o resultado foi de apenas cinco, deixando de fora candidatos que tiveram mais de 70 mil votos.
EM FAMÍLIA
O deputado estadual eleito Rafael Silva Júnior comemorou o aniversário em família na última terça-feira, junto com a vitória nas urnas. O clã Silva aproveitou a data para tocar o bumbo político: reuniu festa pessoal e conquista eleitoral em um só abraço.
FANTASMA IMPLACÁVEL
Nogueira não conseguiu transformar em votos a boa avaliação que dizia ter de seus governos. A candidatura a deputado federal terminou com 42.711 votos, muito aquém do que esperava obter inicialmente em Ribeirão e do capital político que projetava levar para Brasília. O resultado o coloca entre os últimos personagens a sentir o peso do empresário fantasma — figura que, na leitura política desta coluna, ajudou alguns a se projetarem após a Operação Sevandija, em 2016. Dez anos depois, quase todos amargam o banco de reservas na política.
SEM COMEMORAÇÕES
Para Baleia Rossi, o resultado em São Paulo não foi motivo de muita comemoração. O MDB apostava em conquistar mais cadeiras na Alesp, impulsionado por Regina Nunes. A projeção de oito vagas, porém, virou apenas cinco. Na Câmara dos Deputados, o MDB caiu de cinco para quatro cadeiras entre os eleitos por São Paulo. Baleia teve 239.124 votos, pouco mais de 2 mil a mais do que na eleição de 2022.
DISCRIÇÃO OFICIAL
A vereadora Perla Müller (PT) cobrou explicações do secretário da Administração, João Rafael Mião, sobre o realinhamento de preços da Conecta. O tom subiu. Mião, discreto e raro em aparições públicas, parece ter levado o estilo para a secretaria: o realinhamento não foi publicado no Diário Oficial. A transparência acompanhou a discrição do secretário.
PROMOVIDO
O juiz Paulo César Gentile, titular da Vara da Infância e Juventude, foi nomeado auxiliar de uma câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. A mudança representa um reconhecimento à trajetória do magistrado, que deixa a rotina da comarca para atuar em uma instância superior. Para quem acompanha os movimentos do Tribunal, fica a pergunta: será que a próxima promoção será a de desembargador?