"Quem são e quantos serão os eleitos de Ribeirão"
Eleições 2026: quem está eleito, quem bate na trave e quem mira 2028 em Ribeirão Preto
, atualizado
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O Blog do Sartre analisa a disputa por vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo. A avaliação considera a força das candidaturas, o desempenho esperado dos partidos e o número de cadeiras que cada legenda precisaria conquistar para eleger seus candidatos.
Entre os nomes de Ribeirão Preto, há candidatos considerados eleitos, outros no limite entre a vaga e a suplência e aqueles que disputam principalmente para ganhar visibilidade visando às eleições municipais de 2028.
Duda Hidalgo — PT
Duda Hidalgo aparece como um dos nomes mais fortes de Ribeirão Preto e como provável candidata mais votada da cidade. Ela é hoje a principal referência da oposição e da esquerda no município.
Depois de terminar em segundo lugar na eleição anterior para deputada estadual, Duda chega mais estruturada. O PT deve fazer aproximadamente 18 cadeiras, podendo oscilar para cima. A projeção é de que ela fique entre a 15ª e a 17ª colocação. No cenário atual, Duda é considerada eleita.
Isaac Antunes — PL
Isaac Antunes é uma das maiores dúvidas da disputa. Ele fez uma campanha competitiva na região, mas não avançou em Ribeirão Preto no ritmo esperado. A menor mobilização de setores ligados ao governo municipal também pode pesar.
O PL deve fazer aproximadamente 15 cadeiras, oscilando para baixo. Isaac está no limite entre a eleição e a suplência: para ser eleito, o partido precisaria chegar a cerca de 18 cadeiras. Se isso não ocorrer, ele ainda pode terminar como primeiro suplente.
Léo Oliveira — MDB
Léo Oliveira enfrenta uma disputa difícil, especialmente em Ribeirão Preto e Sertãozinho, onde precisa ampliar sua votação. Hoje, ele aparece no limite entre a eleição e a suplência.
O MDB deve fazer aproximadamente sete cadeiras, com possibilidade de chegar a oito. Para Léo ser eleito, o partido precisaria conquistar a oitava cadeira. Com sete, a tendência é que ele bata na trave.
Rafael Silva Júnior — PSD
Rafael Silva Júnior aparece entre os candidatos mais competitivos da disputa. Ele tem estrutura política, experiência familiar em campanhas e percorreu diferentes regiões do estado. Em Ribeirão Preto, deve estar entre os mais votados.
O PSD deve fazer entre 14 e 15 cadeiras, com 15 sendo o cenário mais realista. Rafael deve ficar entre a 11ª e a 12ª colocação. No cenário atual, é considerado eleito.
Marcos Papa — PSB
Marcos Papa fez uma campanha fraca e apagada. Acabou funcionando como cabo eleitoral de Tabata Amaral, mas, até certo ponto, foi um cabo eleitoral muito fraco: não conseguiu dar visibilidade suficiente nem para si próprio nem para ela.
O PSB deve fazer aproximadamente quatro cadeiras, podendo oscilar para três. Para Papa ser eleito, o partido precisaria chegar a cerca de 15 cadeiras. A distância entre a projeção atual e o número necessário torna sua eleição praticamente inviável.
André Rodini — Novo
André Rodini disputa principalmente para consolidar seu nome e ganhar visibilidade de olho em 2028. O Novo deve fazer duas cadeiras, com possibilidade de oscilar para uma. Três cadeiras já seriam um resultado muito difícil.
Pela campanha realizada, o Novo precisaria conquistar aproximadamente 18 cadeiras para eleger Rodini. Portanto, sua candidatura tem mais importância estratégica e política do que perspectiva real de eleição neste momento.
André Trindade — União Brasil
André Trindade também busca visibilidade e a reconstrução de seu espaço político, mirando uma possível candidatura a vereador em 2028. A disputa estadual serve para manter seu nome em evidência.
União Brasil e Progressistas devem fazer entre dez e 11 cadeiras, com possibilidade de chegar a 12. Para Trindade ser eleito, a chapa precisaria alcançar aproximadamente 21 cadeiras. Assim, a perspectiva atual é de uma eleição difícil.
Glaucia Berenice — Republicanos
Glaucia Berenice teve uma votação individual importante na eleição anterior, mas foi prejudicada pelo desempenho da chapa. Agora, busca recuperar visibilidade e manter seu projeto político para 2028.
O Republicanos deve fazer aproximadamente nove cadeiras, podendo chegar a dez e, em um cenário mais favorável, a 11. Para Glaucia ser eleita, o partido precisaria conquistar cerca de 21 cadeiras. A projeção atual, portanto, é de uma disputa muito difícil.
Perla Müller — PT
Perla Müller fez uma campanha discreta, com pouca exposição e pouca mobilização. A candidatura também parece contribuir para sua visibilidade política, especialmente de olho em uma possível disputa municipal em 2028.
O PT deve fazer aproximadamente 18 cadeiras. Para Perla ter chance real de eleição, o partido precisaria chegar a cerca de 24 ou 25 cadeiras. É um cenário considerado muito difícil.
Na corrida pela Alesp, o Blog do Sartre identifica dois nomes com cenário mais favorável: Duda Hidalgo, pelo PT, e Rafael Silva Júnior, pelo PSD. Isaac Antunes e Léo Oliveira concentram as disputas mais apertadas, dependentes de desempenho acima do esperado de suas respectivas chapas.
Os demais candidatos enfrentam distância considerável entre a projeção partidária e o número de cadeiras necessário para a eleição. André Rodini, André Trindade, Glaucia Berenice e Perla Müller também utilizam a campanha para ampliar visibilidade e preservar capital político de olho em 2028. São Paulo elege 94 deputados estaduais pelo sistema proporcional, no qual o desempenho da legenda é decisivo para a conquista das vagas.
Deputado federal
O Blog do Sartre analisa agora a disputa por vagas na Câmara dos Deputados por São Paulo. A avaliação considera a força das candidaturas, o desempenho esperado das chapas e o número de cadeiras que cada partido precisaria conquistar para eleger seus candidatos. São Paulo elege 70 deputados federais.
As projeções são uma leitura política do Blog do Sartre, e não uma pesquisa eleitoral.
Baleia Rossi — MDB
Baleia Rossi entra na disputa como um dos nomes mais consolidados de Ribeirão Preto. O MDB elegeu três deputados federais na última eleição, mas perdeu força com a saída de Delegado Palumbo e de outros nomes que representavam um volume relevante de votos.
A coluna estima que o partido tenha perdido cerca de 500 mil votos em relação ao ciclo anterior. Mesmo assim, a expectativa é de que o MDB faça entre três e quatro cadeiras. Baleia deve liderar a chapa e, mesmo em um cenário de três vagas, sua eleição é considerada garantida. Ribeirão Preto deve manter uma cadeira federal representativa com Baleia Rossi.
Duarte Nogueira — PSD
Duarte Nogueira disputa por uma chapa forte e competitiva. O PSD tem expectativa de eleger nove deputados federais, com possibilidade de oscilar para oito. A projeção da coluna é que Nogueira fique por volta da sétima posição na chapa.
Mesmo com uma pequena oscilação negativa, sua eleição é considerada muito provável. Ribeirão Preto, porém, pode pesar: a cidade tem proporcionalmente alto índice de abstenção, votos brancos e nulos, e Nogueira depende de uma votação expressiva local. Ele foi prefeito de Ribeirão por oito anos e atualmente está mais marcado na cidade do que no estado.
Marco Aurélio — Novo
Marco Aurélio fez uma campanha propositiva em Ribeirão Preto e percorreu o estado tentando ampliar sua presença eleitoral. Deve alcançar uma boa votação local, mas sua chance depende diretamente do desempenho da chapa do Novo.
A projeção é de uma cadeira para o Novo, com duas vagas já sendo um resultado bastante favorável. Para Marco Aurélio ser eleito, o partido precisaria atingir aproximadamente 4 a 5 cadeiras, um cenário totalmente distante da realidade. Além disso, a candidatura funciona como um teste de recall: ele busca recuperar parte do capital eleitoral obtido quando foi candidato a prefeito, quando terminou em segundo lugar, e construir força para uma eventual disputa à Prefeitura de Ribeirão Preto em 2028.
Hagara do Pão de Queijo — Avante
O Partido Avante fez forte investimento em Ribeirão Preto e chamou atenção pelo grande volume de wind banners espalhados pela cidade que poderia ter sido espalhado pela região.
A super exposição em Ribeirão sugere não apenas uma tentativa de eleição agora, mas também a construção de visibilidade para 2028.
O Avante apostou em candidaturas de grande alcance popular e midiático, como Manuel Gomes, o Caneta Azul, o ex-jogador Dinei e o apresentador Geraldo Luís. Hagara pode ter uma votação expressiva em Ribeirão, mas a dúvida é se tem escala de desempenho estadual. A conta do Avante é impossível de prever, todos são apostas ainda assim o Blogue do Sartre arrisca que o Avante precisaria conquistar cerca de duas cadeiras para Hagara ser eleito. A tendência é que a legenda tenha dificuldade para alcançar esse resultado, e Hagara possa terminar como primeiro ou terceiro suplente.
Na disputa pela Câmara dos Deputados, Baleia Rossi e Duarte Nogueira aparecem com eleição muito provável, ainda que seus partidos possam sofrer pequenas oscilações na distribuição de cadeiras. Baleia tende a manter uma representação federal de Ribeirão Preto; Duarte depende especialmente de uma votação forte na cidade para confirmar sua posição bem trabalhada na região e Estado entre os nomes do PSD elegíveis.
Marco Aurélio e Hagara do Pão de Queijo enfrentam cenários mais restritos, porque dependem de um crescimento expressivo das respectivas chapas. Para ambos, a eleição também funciona como teste de força eleitoral e formação de capital político para 2028. São Paulo elege 70 deputados federais, e as vagas são distribuídas proporcionalmente conforme o total de votos recebidos pelos partidos ou federações.