Voto Local é Voto Legal e Legitimidade Democrática
, atualizado
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O voto é, por natureza, um ato local e legítimo: cada cidadão escolhe, em seu território, quem melhor o representa, embora o eleitor também seja livre para votar em candidatos de outras cidades e regiões.
Inteligência é escolha
A palavra “inteligência” tem origem no latim “intelligentia”, que deriva do verbo “intelligere” - “inter” (entre) - “legere” (escolher)
Representatividade e critério do eleitor
A democracia pressupõe que todo cidadão pode ser candidato, mesmo que nunca tenha exercido um cargo público, com as exceções constitucionais (como analfabetos e os legalmente inelegíveis).
Ter ou não nível superior é apenas um dos elementos de uma trajetória; faz parte da representatividade, mas não é condição obrigatória.
O ponto central é: o candidato apresenta um mínimo de preparo, trajetória e coerência para assumir um cargo público?
A candidatura deve partir de um pressuposto de representatividade real e de disputa programática, não apenas de ambição pessoal, mas por que alguém se candidata?
Nem toda candidatura tem como objetivo principal ganhar a eleição; fique atenta (o)...
pressionar a agenda pública;
construir nome para o futuro;
disputas internas partidárias;
ou, em casos negativos, servir a interesses escusos.
Por isso, é essencial perguntar - É fundamental analisar
qual é o verdadeiro propósito dessa candidatura?
a que “destino” ela quer levar os recursos públicos e a representação política?
De onde vêm os recursos e apoios na campanha eleitoral?
de onde vem o investimento na campanha (quem financia?);
para que esse investimento se destina (quais interesses estão em jogo?);
quem apresenta e organiza esses apoios (partidos, empresas, grupos de pressão, redes de influência).
Em um contexto de forte presença de organizações criminosas (como PCC e Comando Vermelho) tentando infiltrar-se na política, saber a origem dos recursos e das alianças torna-se questão de segurança democrática.
Para quem nunca se elegeu
O que uma candidatura deve apresentar?
Uma candidatura minimamente séria deveria apresentar, de forma clara e pública:
Conhecimento da própria proposta, é o mínimo.
Domínio básico sobre as funções do cargo almejado.
Propostas concretas, coerentes com a realidade local.
Serviços prestados à comunidade, só criticar não vale.
Atuação em associações, conselhos, movimentos sociais, ONGs, igrejas, entidades de classe, etc.
Projetos, iniciativas ou ações que tenham gerado impacto real na vida das pessoas.
Histórico de atuação pública ou social quando já ocupou cargos eletivos.
Se já ocupou cargos públicos:
Porque renovar o mandato?
Se nunca ocupou cargo público: o que fez na sociedade que justifique querer representar outros cidadãos?
Quando não há currículo público
Se a pessoa nunca foi candidata, nunca ocupou cargo público e não tem “currículo” na esfera estatal, é legítimo perguntar:
O que essa pessoa fez, até hoje, na sociedade?
Que tipo de representação ela já exerceu (formal ou informal) em sua comunidade?
Que problemas concretos ajudou a resolver?
Com quem ela se associa e quem a apoia e principalmente quem o patrocina? (Questão de Transparência)
Qual é o histórico de conduta pública e privada (inqueritos, processos, denúncias, condenações, elogios, reconhecimentos)?
Lembre-se bem
Dependendo do lado em que você está, o outro pode parecer um idiota; mas, visto do outro lado, o idiota pode ser você, mas o otário é sempre quem defende agente político.