ALESP É AQUI! Ribeirão Preto - Deputados Estaduais
"Voto local, voto legal: Ribeirão Preto tem quatro candidatos com reais chances de se eleger."
, atualizado
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MDB: LÉO OLIVEIRA
O MDB (7 cadeiras, 157 candidatos) tem Léo Oliveira, que deve ser reeleito e deve ficar entre o quinto e o sexto colocado entre as 7 cadeiras que o partido deve fazer. Já foi protagonista em Ribeirão e no partido, líder no município e vice-líder na legenda, mas vem diluindo a cada legislatura. Chegou a falar até em aposentadoria e lançar o filho para o lugar dele, porém isso não aconteceu, acabando por disputar mais um mandato.
MISSÃO: KAREN GREGORIS
O Missão (1 cadeira, 71 candidatos) lança Karen Gregoris, de Ribeirão Preto, sem a menor chance. Perdeu oportunidade de se projetar como antídoto a Duda, do PT, confrontando a vereadora de esquerda ganhando visibilidade. Erro de planejamento: não usou o fator Duda/esquerda como bandeira feminina de antítese, para se projetar. Participação deve ser inexpressiva.
NOVO: ANDRÉ RODINI
O Novo (1 cadeira, 171 candidatos) tem André Rodini, que faz uma campanha tímida e sem condições de eleição. A única cadeira que o partido deve fazer na Alesp já tem dono, que é uma candidata à reeleição. Com mais três candidatos a deputado estadual em Ribeirão diluindo intenções de votos e sem poder andar junto com Marco Aurélio, ex-candidato a prefeito, Rodini guarda o nome e objetiva por visibilidade para a candidatura de 2028.
PL: ISAAC ANTUNES
O PL (15 cadeiras, 167 candidatos) lança Isaac Antunes, que faz trabalho forte na região de Ribeirão Preto, e estrategicamente poupou o levante maciço da campanha para o final no município de domicílio. O maior desafio é o grande número de candidatos; a expectativa é que tenha expressiva quantidade de votos, podendo bater na trave, ficando no limite entre a 15ª e a 17ª colocação. Em sua primeira eleição a deputado estadual, ainda que bata na trave, o resultado seria excepcional. Se assim for, é muito provável que assuma uma cadeira na Alesp, seja por suplência ou porque muitos dos eleitos já têm vaga no Executivo do governo Tarcísio de Freitas. Não é possível cravar a eleição de Isaac, mas, mesmo indo bem e sendo bem colocado, é muito possível que acabe assumindo uma cadeira na Alesp, ainda que não no primeiro momento.
PODEMOS: CORONEL & DELEGADO
O Podemos (6 cadeiras, 90 candidatos) investe em segurança pública com Coronel Nicotar e Delegado Diógenes, ambos com bom papel profissional em Ribeirão. Porém, as candidaturas são pouco conhecidas e o partido está na mira do Ministério Público e Gaeco por suposta aderência do PCC na política o que mina qualquer candidatura.
PSB: MARCOS PAPA
O PSB (3 cadeiras, 159 candidatos) lança Marcos Papa, que tenta a candidatura a deputado estadual. Porém, o candidato, recentemente, foi citado em operação policial do Ministério Público e Gaeco sobre crime organizado (PCC), que inclusive teve buscas e apreensões em endereços ligados a ele, o que prejudica muito sua campanha. Outro fator, que ele nunca escancarou que é um candidato mais voltado à esquerda, sempre na obscuridade, agora, no Partido Socialista Brasileiro, não tem como esconder essa posição. Grande parte dos votos que ele tem, concentrados na região central da cidade, tende a migrar para outro candidato de direita. Por todas as situações citadas, já era muito difícil — quase impossível — uma candidatura dele a deputado estadual.
PSD: RAFAEL SILVA E DÁZIO
O PSD (16 cadeiras, 163 candidatos) lança Rafael Silva Junior, filho do deputado Rafael Silva, que se aposenta no final deste mandato. Herdou a estrutura e a aderência em dezenas de municípios do estado de São Paulo, tem relacionamento com muitas prefeituras e prefeitos e excelente logística de campanha. A expectativa é que supere os 80 mil votos, ficando na 11ª ou 12ª colocação assegurando sua cadeira.Dazio Vasconcelos é nome conhecido na advocacia, mas pouco conhecido junto à população de Ribeirão. Lança o nome como laboratório para 2030, talvez buscando condição para uma eleição majoritária (vice) ou mesmo a vereança.
PSDB: ALESSANDRO HIRATA
O PSDB (2 cadeiras, 139 candidatos) segue sob influência do ex-prefeito Duarte Nogueira (no PSD, candidato a federal). Alessandro Hirata, “ex-candidato a prefeito desistente” em 2024, concorre sem mínimas condições reais, mas cumpre o objetivo de ocupar espaço e impedir que adversários assumam o partido em Ribeirão. Candidatura de Hirata não vai a lugar algum.
PT: DUDA/PERLA
O PT (17 cadeiras, 127 candidatos) tem Duda Hidalgo, a 2ª mais votada na última eleição para deputada estadual em Ribeirão Preto e, recentemente, líder de pesquisas. A expectativa é que fique entre a 14ª e a 15ª colocação, com possibilidade real de eleição. Já Perla Muller é uma vereadora subsidiada pelos votos de Duda. Talvez seja esse o motivo de Perla sair candidata e atrapalhar Duda, mantendo-a na vereança de Ribeirão Preto e preservando o mesmo status quo de votos do partido para sua reeleição a vereadora em 2028 no vácuo da colega. Não se sabe se Perla resistiria a uma candidatura a vereadora sem os votos de Duda para legenda, quanto mais a deputado estadual enfrentando.
REP: GLÁUCIA BERENICE
O Republicanos (9 cadeiras, 120 candidatos) lança Glaucia Berenice, que não se elegeu a vereadora por estratégia dela de filiação no partido, porém o partido foi eficaz em sua estratégia. Glaucia não tem chance; o partido tenta compensá-la com visibilidade para 2028, mas até agora o nome de Glaucia não apareceu na campanha. O partido usou Glaucia para barrar uma candidatura a deputado estadual do ex-vereador Elizeu Rocha, que se transferiu para o partido.
UB: ANDRÉ TRINDADE
O União Brasil (11 cadeiras, 82 candidatos) tem André Trindade, que foca a campanha em Ribeirão Preto, tentando puxar a votos que teve na campanha de 2024 para prefeito. Não tem condições reais de eleição, mas busca uma boa votação em Ribeirão para se manter na presidência do diretório municipal do partido e, se candidatar a vereador ou até a vice em uma chapa majoritária para prefeito em 2028.