ENTRELINHAS DOS PODERES

, atualizado

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UBER PÚBLICO

Acabou a mamata do veículo pago pelo contribuinte para o vereador utilizar de forma mista, tanto no serviço público quanto em atividades particulares. Depois de anos vendo Suas Excelências usarem a frota oficial para bater ponto em ceias de Natal e festas de Réveillon "institucionais" rumo ao litoral, vem aí, na próxima semana, um edital para a instalação de rastreadores com GPS e identificadores de motoristas. Acaba o "Big Brother da Gastança". Quanto ao sensor de vergonha na cara, esse chega tarde.

SEM COCHILINHO

O "home office automotivo" e a sagrada sesta pós-almoço, custeada pelo suor do povo, estão com os dias contados. Com o novo regulamento, a mamata de usar o sedã oficial para almoçar em casa, tirar uma soneca e fazer viagens vai acabar. Agora, com GPS e carros plotados, qualquer desvio para a garagem de casa deverá soar como um alarme nos cofres públicos.

VIÚVAS

Desde 1976, a farra dos bônus para apadrinhados da Câmara ganhou uma sobrevida na marra, mas o fantasma da multa assombra o Legislativo. A votação do projeto que corta a licença-prêmio dos comissionados foi suspensa por três sessões para "análise", mas o relógio corre contra as Excelências.

TCE

Desde 1976, a farra dos bônus para apadrinhados da Câmara ganhou uma sobrevida na marra, mas o fantasma da multa assombra o Legislativo. A votação do projeto que corta a licença-prêmio dos comissionados foi suspensa por três sessões para "análise", mas o relógio corre contra as Excelências. O TCE exige o fim do privilégio, e o ralo se fechou: insistir no erro traz risco real de rejeição das contas e punição no bolso dos envolvidos, como já ocorreu no passado.

BUMBO POLÍTICO

A pesquisa Big Data fez gente em Ribeirão Preto tocar o bumbo sem medo de ser feliz. A vereadora Duda Hidalgo, líder na pesquisa, com 5%, e Rafael Silva Júnior, com 4%, comemoraram os índices na pesquisa espontânea para deputado estadual. Os candidatos trataram de celebrar a lembrança do eleitor, mostrando que, na política local, quem está bem na fita toca o bumbo político. Outro a tocar o bumbo foi Nogueira, líder na disputa para deputado federal em Ribeirão Preto.

PATROPI

O vereador Franco Ferro (PP) atua informalmente como interlocutor do governo durante as sessões da Câmara. Ocorre que, em uma das sessões, ao rebater justificativas, soltou esta: "O prefeito Ricardo Silva nem sabe dos vetos que ele mesmo assina". A frase escancarou a falta de preparo e a desconexão de Franco Ferro, além da ausência de um líder do governo com pleno domínio das informações.

COMPANHEIRO

No meio político, agentes e assessores do governo começaram a juntar as peças e perceberam uma proximidade entre o Partido Novo e Hágara do Pão de Queijo. Quando o último alvo foi o prefeito Ricardo Silva, o ex-chefe de gabinete do vereador André Rodini, que se transferiu para o comando da campanha de Hágara, acompanhou o influenciador no protocolo do pedido de cassação e, de quebra, passou pelo gabinete do ex-chefe, André Rodini. Outro sinal apontado foi a doação de R$ 30 mil feita pelo candidato a senador Ricardo Salles, do Novo, à campanha de Hágara.

ONDE VAIS?

Enquanto o STF vive uma de suas maiores crises éticas, com suspeitas de corrupção envolvendo ministros e a cúpula da Polícia Federal sendo alvo de críticas, uma associação de entidades de Ribeirão Preto e o procurador-geral de Justiça do Estado solicitaram a inclusão em pauta do julgamento da Operação Sevandija, antes que o caso prescreva.

COINCIDÊNCIAS

Coincidência ou não, um pedido foi encaminhado a Nunes Marques, relator do processo, e outro a Fux, presidente da turma. A operação completou dez anos sem chegar a um desfecho — assim como o próprio STF, seus ministros e os réus.