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FROTA DA ALEGRIA
Vereadores que colecionaram episódios envolvendo carro oficial sem adesivo, viagem de Réveillon, passeio a Jaboticabal e até veículo com motor com "cupim de ferro" resolveram submeter a frota ao GPS e dar fim ao "jeitinho". O projeto proíbe o uso particular, recreativo, eleitoral ou político-partidário dos veículos, exige autorização para viagens fora de Ribeirão e determina a comunicação de sinistros, avarias e multas. Diaphanum quae sera tamen, parafraseando o mote da Inconfidência Mineira, aplicado à transparência.
'FIZ O QUE PUDE'
O prefeito Ricardo Silva (PSD) até tentou fazer de tudo para que vingasse o projeto de seu vice: a permuta do imóvel do Marista. Mas a costura política e técnica ficou concentrada na Casa Civil, pasta encarregada dessa missão e comandada pelo próprio Alessandro Maraca (MDB), que já havia deixado clara a importância de uma Câmara mais alinhada aos projetos do governo. Ainda assim, o episódio mostra que o núcleo duro do governo já começa a olhar para outros caminhos no comando político rumo a 2028.
alívio no veto
Ricardo vetou integralmente o Projeto de Lei com a sensação de que se livrou de muitas polêmicas. Na semana anterior à aprovação da permuta pela Câmara, o Grupo dos Irmãos Maristas protocolou na Prefeitura o projeto inicial de construção, que abrangia pouco mais de 50% da área e uma rua privativa que corta o terreno. Contudo, ninguém explica o que seria feito no restante da enorme área. Nem mesmo as emendas esclareciam que tipo de negócio ou empreendimento seria instalado no local. O assunto daria pano para as mangas, ao lado dos tocadores de bumbo do Legislativo e no Ministério Público.
batendo bumbo
O maior deles, Daniel Gobbi (PP) vem abordando o tema em redes sociais, programas de entrevistas, como o Larga Brasa, de Antônio Carlos Morandini, e em podcasts. O vereador destaca as incoerências do projeto de lei, a falta de transparência na condução política da proposta e a iniciativa da fiscalização parlamentar. Presidente da Casa de Leis, publicamente, fala em independência na relação com o Legislativo. Ultimamente, vem criticando o governo, institucionalmente...
'bolsocano'
Flávio Bolsonaro (PL) era esperado para inaugurar a Casa Bolsonaro, na Presidente Vargas, mas cancelou a passagem pela cidade. O comitê político ligado ao vereador Camilo Calandreli e ao deputado Lucas Bove (PL) ficou com a faixa, a agenda, o constrangimento e a frustração. Padrinho de Calandreli, o sempre presente "PJ", teria intermediado a visita "surpresa" com o próprio Flávio. A assessoria oficial do presidenciável afirmou que a visita não constava da programação oficial.
queijo de ouro...
Nos corredores da Câmara, a largada eleitoral vem rendendo comentários: vender pão de queijo dá mais dinheiro do que fazer política. A observação dos vereadores se deve ao volume de material de campanha exibido por Hagara do Pão de Queijo, candidato a deputado federal pelo Avante, considerado desproporcional até para os padrões de quem está acostumado a ver santinho voar. Hagara declarou patrimônio zerado ao TSE. "Uma campanha abastecida pelo fundo partidário e por doações? O recheio acompanha a massa?", brincou o vereador.
...e queijo ralado
Enquanto isso, Hagara se queixa de perseguição do "sistema" e de adversários. O candidato, que defende o discurso antissistema, diz que seu material de campanha vem sendo vandalizado e roubado, especialmente ao anoitecer, e ainda acumula denúncias e processos relacionados à sua atuação como influenciador nas ações de fiscalização.
arrocha
No terceiro quadrimestre, o clima nas secretarias vai esquentar: os gestores terão de se ajustar ao próprio orçamento, as suplementações vão virar artigo de luxo e a responsabilidade fiscal será cobrada, agora de verdade, pela Secretaria de Governo, segundo uma fonte. Quem estiver no vermelho que já vá procurando o amarelinho do cofre e o padrinho. E há quem diga que, após as eleições, o Executivo deve passar por uma nova oxigenação dos cargos do primeiro escalão. No fim das contas, como em toda dança, alguém sempre sobra.