NEGÓCIO DOS CÉUS

, atualizado

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Durante uma missa, o padre Robson, do Marista, defendeu aos fiéis a permuta do imóvel da instituição pelo terreno da Prefeitura. Disse que os valores não foram definidos nem inventados pelos padres, mas pelo próprio município, que encomendou os laudos. Também insinuou que um vereador alardeia que o negócio é ruim e que os religiosos estariam se beneficiando da transação. Lembrou ainda que padres não são bons de negócio. O vereador Daniel Gobbi foi quem criticou a permuta. Tudo isso, contudo, virou passado com o anúncio de que entrou água no chopp da permuta

DE ZÓIO

Na avaliação da coluna, o MP poderia entrar em cena caso o negócio permita ao Marista construir seu novo patrimônio e continuar no imóvel sem pagar aluguel, por tempo indeterminado mesmo depois de o prédio ser incorporado ao patrimônio da Prefeitura. A função do MP, em tese, seria evitar a curiosa equação em que o município compra o prédio, mas mantém o antigo proprietário no local como visita ilustre. O promotor sabe bem que não precisa sentar na cadeira do prefeito para resolver a questão. Mais um motivo para o cancelamento.

SUPERPROMOTOR

O promotor ganhou poderes de super-herói, mas quem lhe deu a capa foram o Executivo e o Legislativo. Em outras situações, bastou pedir providências para ser atendido, como determinações em empresas municipais, entre elas Coderp e Cohab, além da exoneração de ocupantes de cargos comissionados nessas empresas e da convocação de nova eleição para a presidência da Câmara. Por isso, diante da permuta do Marista, o promotor não precisaria sentar na cadeira do prefeito. Basta observar, pedir e aguardar, porque Executivo e Legislativo já ensinaram que sabem transformar recomendação em ordem de serviço.

ESPÉCIE DECLARADA

Culturalmente, políticos gostam de guardar dinheiro em espécie, seja em casa, seja no escritório. E não parecem se incomodar quando esses valores aparecem na declaração de patrimônio apresentada ao TSE. Em uma era digital, em que quase tudo circula por cartões, transferências, aplicativos e Pix, a moeda continua repousando em gavetas muito próximas do dono. Declara-se o montante, cumpre-se a formalidade e segue tudo em paz. O que raramente aparece é o detalhe mais interessante: de onde veio o dinheiro e por que ele ainda precisa dormir tão perto de quem o declarou no DivulgaCand

AZEDOU

A família Oliveira anda irritada com Alessandro Maraca. Igor esperava o apoio do colega à reeleição do pai, mas esse gesto ainda não apareceu, especialmente depois da aprovação da permuta do Marista e da cobrança por votos favoráveis ao projeto polêmico encaminhado pelo vice.

DESCUPINIZAÇÃO DA FROTA

Falando nisso, a Câmara Municipal prepara uma resolução para endurecer as regras de uso dos veículos oficiais pelos vereadores, após mais um ano de problemas recorrentes com o mau uso da frota. A proposta pretende promover a descupinização dos carros públicos, combatendo o velho hábito de tratar patrimônio coletivo como extensão da garagem particular. A medida pode ser votada na próxima sessão.

BASE PRÓPRIA

A imagem publicada nas redes sociais, ao lado dos oito vereadores, deveria apenas registrar a largada da campanha de Isaac Antunes. Acabou revelando uma realidade que todos conheciam, mas ninguém comentava. Ingênuos acreditavam em base de governo. O retrato, porém, mostra que o governo precisa contar mesmo é com a boa vontade do proprietário.