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RANKING BAD
A Câmara Municipal acumula um balanço político cada vez mais indigesto. Nesta legislatura, já são 19 pedidos de cassação e 12 dos atuais vereadores respondem a inquéritos, investigações policiais da Justiça Pública, ou ações penais em andamento. O resultado é uma Casa que passa mais tempo administrando desgaste do que Legislando e fiscalizando.
MARCHA LENTA
A Câmara corre para preparar novas normas para o uso dos veículos oficiais, tentando corrigir uma velha incapacidade dos vereadores de separar o público do privado. A intenção é endurecer as regras diante de práticas que renderam muitas denúncias, questionamentos e inquéritos. A norma deve ficar pronta a partir da 2ª quinzena de agosto.
PARENTALHA UNIDA
O vereador André Rodini (Novo) mirou a Secretaria da Cidadania em busca de informações sobre suposta relação "familiar" em nomeação para cargo comissionado. O caso lembra denúncias anteriores que apontaram a presença de um "familiar" de vereador na RP Mobi, reforçando a velha saga das coincidências em que parentes acabam trabalhando no mesmo eixo da engrenagem municipal direta ou indiretamente.
CPI INCERTA
O vereador Rangel Scandiuzzi (PSD) ainda não conseguiu explicar com clareza por que a CPI do Palestra foi aberta. A comissão foi instalada numa reunião que durou menos de 10 minutos e, até aqui, o que se sabe é que gestores do COMPPAC e secretária da Cultura serão ouvidos, mas não tocaram nos nomes dos compradores. Por enquanto, Rangel e o sargento Lopes apenas leram um enredo escrito na primeira reunião sem demonstrar domínio real sobre o tema que decidiram investigar.
DESTOMBAMENTO DA 9 DE JULHO
Já Franco Ferro (PP) foi mais objetivo na sua motivação: quer entender como ocorreu o destombamento do Palestra porque enxerga ali a engenharia que pretende propor em aplicar na avenida histórica 9 de Julho tombada como patrimônio histórico. Em outras palavras, busca a fórmula, política e jurídica para seu projeto de lei. Em Ribeirão, há sempre quem olhe o passado para tentar "destombar" o futuro.
SILÊNCIO FISCAL
As contas de 2025 da FIPASE ainda aguardam a bênção do Conselho Fiscal, que, por enquanto, prefere o silêncio à análise. A contadora informou à coluna que o balanço patrimonial foi elaborado dentro do prazo, mas só vieram a público em julho, após cobrança da coluna, porém até o meio de julho não há parecer do Conselho Fiscal e dos auditores independentes.
CONTROL OFF
A Controladoria-Geral do Município e a Comissão Permanente de Fiscalização da Câmara continuam sem informações completas sobre a regularidade jurídica, fiscal e previdenciária das empresas municipais, além da falta de certidões penais de gestores e ordenadores de despesa. A CGM até examina regularmente as fundações da administração indireta, mas justamente onde a prefeitura é majoritária e responde por eventuais danos tributários ou financeiros, o cuidado desaparece.
RECESSO PREMIADO
Mais uma vez, a Secretaria Municipal da Administração dá aula de atraso na gestão dos uniformes de inverno. O mesmo fornecedor, o mesmo enredo e, no fim, os kits só chegaram em julho, em pleno recesso escolar, quando os alunos não estão nas escolas. Houve até a autorização para retirada de kits no período de férias, mas a entrega útil, aquela que realmente importa, continua chegando depois da hora.