Marista, "contra a correnteza", sem afago, sem voto
, atualizado
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LEILÃO REVELADO
O leilão do Clube Palestra Itália enfim saiu do papel — e, com ele, reapareceram os dois nomes que arremataram o imóvel por R$ 6,7 milhões: Jan Nicolau e Dázio Vasconcelos. Jan, já bastante comentado nos bastidores por sua suposta proximidade com conterrâneo Cláudio Almeida, atual secretário de Planejamento e Infraestrutura, que negam qualquer afinidade, mas o noticiário político sempre chega antes da explicação.
AMIGOS
Jan Nicolau tem o título de cidadão ribeirão-pretano decreto de Lincoln Fernandes, ex-vereador cassado por suspeita de rachadinha. Recentemente, Lincoln ainda postou foto de Dázio Vasconcelos como pré-candidato, apresentando-o como apoio à disputa por uma vaga na Alesp. Na política, amizade, conveniência desejo de vingança costumam caminhar de mãos dadas — quase sempre dá mesma forma.
SENSO INCOMUM
O secretário da Saúde tentou fazer passar como solução óbvia que, na prática, mexe com uma área sensível sem discutir obviedades: com a rede de servidores da saúde e usuários. Acostumado a recorrer à ciência na profissão, Maurício Godinho agora tentou empurrar a terceirização das UBSs pela via do senso comum — algo que, para médicos e para quem conhece a área, soa menos racional do que conveniente.
APROVAÇÃO FINAL
O time de Sandro Scarpelini comemorou a sétima e última aprovação das contas anuais da Fundação Santa Lídia no TCE-SP, embora a derradeira tenha vindo com ressalvas, num grupo de mensagens misturadas com notícias sobre o balanço patrimonial da FSL e as terceirizações de UBSs tocadas pelo sucessor Maurício Godinho. “Scarpelini só não critica a atual Fipase, muito pelo contrário". Duarte Nogueira entre os primeiros a parabenizar o ex-secretário.
CONTRA A CORRENTEZA
A apuração deste colunista com vereadores de diferentes bancadas indica que o projeto Marista está longe de entrar em pauta. A Casa Civil ainda precisaria buscar de 3 a 4 votos, o que passa, entre outras coisas, pelo voto do presidente da Câmara, Daniel Gobbi, que não vota (será?), e por mais três rebeldes — uma tarefa que, no momento, parece mais desejo do que estratégia.
FALTA DE AFAGO
A cobrança maior recai sobre Maraca, acusado de conduzir o processo de forma desastrosa. “Ele insistiu no erro ao encaminhar o projeto sem tato com os vereadores, sem fechar os votos do próprio partido e do partido do prefeito, e ainda sem o laudo do CRECI, que ninguém leu”, disse um rebelde. MDB e PSD somam juntos um terço da Câmara, o que só reforça a leitura de que a derrota começa e termina dentro da própria Casa Civil.
CONDUÇÃO PERSONALISTA
Maraca tocou o projeto como se tocasse um assunto pessoal, e isso só ampliou as dúvidas em torno da proposta. Os documentos seguem sob seu controle, quando já deveriam estar no projeto de lei a disposição dos vereadores e da população. Sem amarrar apoio nem na própria base, o projeto acabou parecendo mais uma extensão da vontade de Maraca do que uma construção política minimamente séria.
MANDOU O RECADO
O vereador Rangel Scandiuzzi mandou recado ao chefe da Casa Civil Alessandro Maraca pelo veto ao projeto de sua autoria de sinais que indiquem animais nas faixas de trânsito. Maraca, parece ter preferido a cartilha do veto à coragem de pensar a cidade com menos formalismo e mais inteligência pública. Segundo Rangel, Maraca não levou em conta nem mesmo acolhimento da RPMOB. "Talvez o Maraca esta perturbado e ocupado com o projeto do Marista para pensar em Ribeirão".
TRANSPARÊNCIA DORMINHOCA
Na tradicional análise dos balanços que o Jornal Ribeirão costuma destrinchar, a administração indireta escancara um contraste: de um lado, Fundação Dom Pedro II, IPM e SASSOM aparecem entre os melhores em termos de transparência; de outro, RP Mobi, Guarda Civil Metropolitana e Fipase puxam o bloco mais opaco — sendo que a Fipase sequer se dá ao trabalho de publicar balanço de 2025 no prazo legal, nem mesmo na transparência da entidade. Comissão Permanente de Finanças e Orçamentos da Câmara Municipal dorme.