Godinho terceiriza o deboche a imprensa
, atualizado
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RECADO RETIDO
O Executivo retirou de votação na última hora o projeto que regulamenta a Lei Cidade Limpa, e a leitura nos bastidores é direta: o governo preferiu recuar antes de levar um recado atravessado da própria base. Com a temperatura já alta por causa do PLC do Marista, havia o risco de algum vereador usar a justificativa do voto para cobrar do governo a condução ruim do caso — especialmente pela bagunça política atribuída à Casa Civil — e transformar a votação em mais um desgaste público. Fato que um vereador do PSD mandaria um "papo reto".
PEDIDO DE ULTRA-URGÊNCIA
A leitura dentro da Casa Civil é cada vez mais forte: o Projeto Marista deve acabar indo pelo caminho do pedido de urgência, e só não foi ainda porque há votos indecisos no meio do caminho. O temor dos governistas é claro: primeiro, ver se a urgência passa; depois, saber se esses mesmos votos se sustentam até a sessão seguinte. Maraca recorreu a um pedido de “força” para o prefeito, que ficou de se reunir com vereadores no fim desta semana
PERDE OU GANHA?
Ganha força, dentro do governo, da ala mais conservadora que considera o PL do Marista esgarçado demais e começa a defender outra saída: leiloar o terreno e deixar o dinheiro em caixa seria a alternativa defendida. A aposta é política e pragmática ao mesmo tempo — garantir recursos para obras com a marca de Ricardo Silva, enterrar uma polêmica que certamente voltaria em 2028 atormentando o prefeito e ainda evitar ruído desnecessário na aprovação das contas. “Se o Marista precisa tanto deste terreno, que arremate em um leilão”. De um governista.
EEEEPAAAA!
O recuo passou a ser considerado após agentes do Executivo saber que o NOVO monitora o andamento atabalhoado da Casa Civil visando as eleições 2026/28, já o PT além de monitorar trabalha ativamente contra o Projeto de Lei do Executivo. Encaminhamentos a parte, é o prefeito que pode encarar o assunto em um debate e o primeiro nome de responsável no TCE ainda que não tenha colocado as mãos no PLC.
MULHER DE MALANDRO
Maraca só apanhou nas questões do Marista, viu o governo não aparecer para dividir a arrebentação e ainda assistiu ao jurídico e Procuradora municipal optar pelo silêncio, na Audiência Pública como quem resolve, mas não sozinho. Em meio a todo turbilhão, assistiu a posse da nova presidência COMPAC jurando que não atuou no processo: Maraca quer o protagonismo maior do MDB na presidência da Casa de Leis e mesa dirigente depois de apanhar em público e ficar sem escudo, quer ao menos transformar o isolamento em espaço de poder.
CUPIM ENQUADRADO
Maurício Vila Abranches escapou da cassação na Câmara, mas a paz durou pouco: agora o Ministério Público abriu inquérito, já com capa, número e objeto, para lembrar que, na política, nem sempre sair pela porta da frente significa escapar dos corredores do MP. Enquanto ele respirava aliviado Câmara recebia pedido de informações sobre cupim nos processos de sinistro e prêmio da franquia de seguro e seus pagamentos.
SALVO PELO JAPÃO
Bigodini ganhou os seis meses de mandato em razão do adiantamento do início da fase de julgamento do processo penal, considerando o tempo em atraso e o prazo de sentença o mesmo tempo que ficou afastado do cargo. Hoje, é uma unanimidade, entre os vereadores que 'vereador condenado' não se mantém no cargo e principalmente que a 1ª suplente do partido não tem rejeição entre os colegas.
CALOUDRELI
Camilo Carlandreli, o calouro da Câmara, vai encarar seu primeiro teste de fogo justamente no polêmico projeto da permuta do Colégio Marista. Antes de tomar posse, ouviu a versão bem acabada da história, com promessa de revitalização do centro e valorização da Nove de Julho; agora, já sentado na cadeira, começa a tomar conhecimento da parte indigesta do pacote: a polêmica, a falta dos laudos do CRECI no projeto. A posição do neófito indica se adere a bancada do PL municipal ou será independente.
TERCEIRIZARAM O DEBOCHE
A Fundação Santa Lídia e a Secretaria da Saúde fizeram cara de paisagem diante dos questionamentos do Jornal Ribeirão sobre terceirização das UBSs e sobre os números da Fundação: em vez de esclarecer, preferiram despistar, sem responder sobre terceirização de UBDs Dias depois, Maurício Godinho em sua página pessoal, negou qualquer intenção de terceirizar, mas a negativa veio depois de sucessivas cobranças da imprensa e das manifestações do Sindicato — o tipo de resposta que costuma aparecer quando a transparência chega atrasada e a desconfiança já chegou antes.