"A Insustentável Leveza do Ser"

O dilema de Maraca, o que é melhor, o peso ou a leveza? Friedrich Nietzsche, explica

, atualizado

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Audiência Publica 16/06
Audiência Publica 16/06 - Foto: Foto: Paulo Sartre
Audiência Publica 16/06 - Foto: Foto: Paulo Sartre

AUDIÊNCIA PÚBLICA
A audiência pública da permuta do imóvel Marista com o lote do Jd Aliança expôs a precariedade dos estudos sobre a viabilidade de ocupação como centro administrativo. O momento mais embaraçoso ocorreu quando o arquiteto José Antônio Lanchote admitiu que não existe projeto executivo e que sequer se sabe quantas secretarias caberiam no espaço. Outro ponto que chamou atenção foi que os valores apresentados se aproximam muito do custo do centro administrativo da gestão Duarte Nogueira, considerando valorização do lote municipal nos próximos anos.

ENCURRALADOS NA AUDIÊNCIA
O vice-prefeito Alessandro Maraca e o arquiteto José Antônio Lanchote ficaram encurralados em diversos momentos da audiência. Não houve resposta para nenhum dos questionamentos feitos por munícipes e vereadores tampouco para os pontos levantados pela vereadora Perla Miller e pelo presidente, Daniel Gobbi. A postura dos dois agentes públicos beirou o constrangimento público.

CONVITE DO PAVANI
A vereadora Perla Miller expôs, na audiência, que recebeu convite e esteve no imóvel do Colégio Marista, onde destacou a característica básica e principal do espaço como escola, inclusive com dimensionamentos de banheiros voltados ao público infantil. Na plateia, surgiram dúvidas sobre o convite. O convite partiu do desenvolvedor imobiliário Valdir Pavani, também ex-jornalista, do grupo Gazeta, de Campinas. O corretor se apresenta como agente do Marista e de importantes empresários do município.

MARACA QUER CASA
Uma pessoa abordou, este colunista na AP e informou Alessandro Maraca, MDB, defende internamente uma participação mais efetiva na sucessão do próximo presidente da Câmara Municipal. Com a maior bancada do Legislativo e já com o controle da Casa Civil, deseja também indicar um membro de confiança para a CCJ. A estratégia é clara: domínio das Casas Civil e Legislativa com anuência da bancada de Isaac Antunes e do atual presidente Daniel Gobbi? Será?

PADILHA AVASSALADOR
O promotor Alexandre Padilha, do MPE/SP, comanda a pauta dos afastamentos na politica. Na última ação, afastou quatro agentes: dois presidentes de empresas públicas e dois conselheiros. Antes, sugeriu a descontinuidade da gestão do ex-presidente da Câmara. Ao todo, são cinco afastamentos na Prefeitura, Camara e empresas municipais. Padilha não apenas pauta exonerações, como também causa apreensão e arrepios em vereadores nos inquéritos de improbidade que conduz.

DENÚNCIA COM PEDIGREE
O MP, sob o manto do compliance, admite que tudo partiu de “denúncia anônima”. O decreto de boa gestão do Gov. Nogueira não é irrelevante: é tucano e passou despercebido pelo Executivo, vereadores e até promotores. O evidente é que a administração anterior enviou um “bilhete” à promotoria, onde denúncias anônimas funcionam quando têm DNA. Ao admitir, denuncia anonima, o promotor diz que não esta a caça de agentes publicos e legislativos.

COMPLIANCE FROUXO
Embora a base governista não fiscalize e passe pano, a oposição — composta por vereadores da direita e da esquerda — também deixou a demanda passar: nenhum vereador, nem mesmo o presidente da Comissão de Finanças, que deveria estudar déficits e resultados insatisfatórios das fundações e empresas municipais com prejuízos absurdos, Matheus Moreno parece viver em Nárnia. Este bilhete é verdadeiro: “compliance soy yo!”.

CUPIM NA CÂMARA
O caso do vereador Maurício Vila Abranches (PSDB), cuja franquia do carro oficial foi supostamente paga por assessor e envolve acusação de rachadinha, gera um desejo comum no meio político: base e oposição torcem para que o assunto fique restrito ao MP para não encaminhar um novo processo cassação. Apesar do sensivel tema, o “Cupim Dourado” ainda tem menos rejeição do que o suplente que assumiria em caso de cassação: com Zerbinato (PSDB), inelegível por rachadinha, sequência, aparece o ex-vereador Rodrigo Simões (PSDB), rejeitado no meio político. Deixa o MP cuidar do “cupim”, e tudo segue como está. Simões atualmente é assessor parlamentar do Deputado Lucas “Love” (Bove).

CALANDRELI EM CAMPO
Camilo Calandrelli, vereador do PL que assumiu a vaga deixada por Lincoln Fernandes, já entrou em cena com intensidade. Sua ‘primeira movimentação para Ribeirão’ foi lançar a candidatura à reeleição do deputado estadual Lucas Bove (PL), considerado forasteiro apoiado pelo agropecuarista Paulo Junqueira. A coluna já havia antecipado que Calandrelli chegava com a missão de ajudar a montar uma bancada, sob o comando do PJ, principal articulador dos votos de Bove em 2022.