ENTRELINHAS DOS PODERES

, atualizado

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FOLGA ESTRATÉGICA

O atual prefeito, Alessandro Maraca (MDB), deve aproveitar a folga de Ricardo Silva (PSD) para, além de encaminhar à Câmara o PL da permuta da área municipal com imóvel do Marista, sem chamamento público, tentar convencer o chefe do Legislativo, Daniel Gobbi (PP), de que se trata de um bom negócio. Caso o PL não avance politicamente neste período, não deverá sair neste ano. Uma audiência pública realizada pela Câmara vai discutir o assunto, com um provável observador do Ministério Público. O prefeito interino, acompanhado do secretário de Governo, Jean Vicente, esteve em visita ao chefe do Legislativo; contudo, o assunto das conversas não foi divulgado.

SEM LIBERAÇÃO

O empresário Chaim Zaher, dono do Grupo Thathi de Comunicação e do SEB, causou risadas entre os presentes à sabatina com candidatos a deputado federal pela cidade pomovida pela emissora de TV. Ao comentar a decisão do professor Cláudio Romualdo (REP) em tentar uma vaga na Câmara Federal, afirmou que também gostaria de tentar o caminho da política. "Mas minha mulher não deixa", disse ele, entre risadas, numa referência à empresária Adriana Zaher.

BOA-FÉ?

E por falar em Cláudio Romualdo, o mesmo surpreendeu em um leilão da APAE, em Franca, ao arrematar uma joia rara — um Fusca 1967 com 95% de originalidade — por R$ 110 mil, e anunciar a devolução do veículo à instituição. O ato, considerado benevolente, gerou questionamentos incisivos de um integrante do Partido Novo de Franca, que indagou se a atitude do pré-candidato a deputado federal estaria em desacordo com normas do TSE. O integrante procurou este colunista após contato com a direção regional do partido.

PASSIVIDADE SELETIVA

A Câmara Municipal, de modo geral, é passiva quanto ao decoro parlamentar de seus membros. Atua de forma reativa — como sempre ocorreu — e precisa ser provocada. No caso da suposta improbidade do vereador Maurício Vila Abranches (PSDB), envolvendo suposto "caixa dois" com rachadinha no pagamento de franquia de seguro automotivo, a sociedade deve provocar novo processo disciplinar e cobrar explicações do presidente da Comissão de Ética, que, no caso, é a mesma pessoa acusada de burlar a ética. Que fase!

CUPIM DE FERRO

Vila Abranches é um dos mais enfáticos ao cobrar a Mesa Diretora da Câmara por questionamentos feitos pela imprensa quando se sente importunado — situação já registrada em diversas legislaturas, inclusive com este colunista. A rigor, cabe ao vereador e presidente da Comissão de Ética explicar que o termo "cupim" não se aplica apenas a motores automotivos, podendo, eventualmente, ser interpretado como "cupim em holerites".

MARDITA CANA

O vereador do Novo, André Rodini, apressou-se em pedir desculpas pelo uso indevido de vaga destinada a idosos, denunciado nas redes sociais. No entanto, não esclareceu questões relacionadas à falta de decoro diante do Código de Trânsito Brasileiro, como pendências de licenciamento de veículo de sua propriedade, excesso de multas e, em especial, conduta de embriaguez ao volante.

TIOZÃO DA CÂMARA

"Papai Noel gay da Noruega"; chamar de "pobrice" evento popular, fazer "chifrinho" em colega vereador e pastor são algumas das "realizações" do parlamentar. Agora, soma-se a isso o uso irregular de vaga de idoso e um vereador "bêbado" ao volante. Vale lembrar que Rodini votou favoravelmente para apenas outro vereador envolvido em caso semelhante de embriaguez ao volante. O voto disciplinar de Rodini resultou na suspensão do vereador Bigodini por 180 dias. Vale destacar que Rodini "julgou" Bigodini quando já havia sido pego pela blitz da lei seca. "Rodini x Bigodini" — tudo a ver.

DE NOVO

Voltaram a circular especulações sobre o pagamento da franquia de seguro do veículo sinistrado pelo vereador Bigodini, envolvido em acidente na Via do Café, que resultou em denúncia criminal e suspensão das atividades parlamentares. Questiona-se se a franquia paga à locadora não teria sido quitada com recursos oriundos de "empréstimo com assessora". Será?