Polêmica, permuta com o Marista volta à Câmara
Com nova avaliação do imóvel público envolvido na troca, projeto é reapresentado e prevê pagamento de R$ 29 milhões ao município
, atualizado
Compartilhar notícia
A Câmara de Ribeirão Preto recebeu esta semana uma nova versão do projeto de lei que permite uma permuta de imóveis entre a Prefeitura e o Colégio Marista. Em vez de uma troca "sem custos" para ambos os lados, a nova proposta prevê um pagamento de cerca de R$ 29 milhões ao município.
A administração quer aval do legislativo para ceder à instituição de ensino um imóvel na Avenida Braz Olaia Costa, na Zona Sul da cidade, e assumir a sede atual do colégio para transformá-la em um novo Centro Administrativo. Apresentado em 2025 pelo prefeito Ricardo Silva (PSD), o primeiro texto provocou desgaste do Executivo com os vereadores.
Os parlamentares consideraram baixa a avaliação feita por uma comissão municipal para o imóvel público: R$ 39,6 milhões. Pressionado, o prefeito pediu a retirada do projeto e submeteu o terreno a uma avaliação do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo). O novo laudo considera um valor de R$ 86 milhões.
O Marista concordou em pagar a diferença entre a nova avaliação e o valor definido para o seu prédio, que é de cerca de R$ 57 milhões. O projeto não define o destino do dinheiro.
Apresentado pelo prefeito em exercício Alessandro Maraca (MDB) - que assumiu o comando da prefeitura com as férias de Ricardo Silva - o texto prevê que uma escola com dimensões iguais à do Centro seja construída na Zona Sul. O prazo para conclusão das obras vai até 2028, mesmo período em que a sede atual deve ser liberada para ocupação pelo município.
Em nota, a assessoria de imprensa da rede Marista afirmou que vai acompanhar a tramitação da proposta. "O Marista reafirma seu compromisso histórico com a educação de qualidade em Ribeirão Preto e seguirá conduzindo qualquer decisão com responsabilidade, transparência e respeito à comunidade educativa", diz o texto.