MP pede nova eleição na Câmara de Ribeirão: A hora de Isaac Antunes decidir
Segunda-feira próxima, 30/03, o Presidente da Câmara Municipal deve dar conhecimento oficial da intervenção do MPE no Parlamento Municipal
, atualizado
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Por Ângelo do Jornal Ribeirão -> Ribeirão Preto, 27 de março de 2026
O Ministério Público de São Paulo deu um passo polêmico ao pedir a realização de nova eleição para a presidência da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, cargo atualmente ocupado pelo vereador Isaac Antunes (PL). A Coluna do Sartre apurou que o propósito da ação se deu a recente decisão do STF que impede sucessivos reeleições das mesas diretoras do parlamento quando o terceiro mandato consecutivo do presidente da Câmara Municipal Isaac Antunes já estava em curso.
O STF firmou entendimento de que é permitida apenas uma única reeleição ou recondução sucessiva para o mesmo cargo na Mesa Diretora da Câmara Municipal, independentemente da legislatura. O limite visa garantir a alternância de poder e a temporariedade, proibindo reeleições ilimitadas ou sucessivas.
O clima pesa a cada semana e ainda mais, reacendeu debates sobre as desavenças dos vereadores Isaac Antunes e Lincoln Fernandes que postou em suas redes sociais, que o MPE-SP solicitou o afastamento imediato do atual Presidente da Câmara Municipal Isaac Antunes o que negado pela comunicação oficial da Justiça Pública.
Vale antes de mais nada, é preciso afastar a falta de informação e as inverdades que circulam: não há pedido de cassação nem de afastamento imediato do presidente. Isaac Antunes por ora segue em pleno exercício do mandato, com controle total da Mesa Diretora e da máquina administrativa da Casa e segunda-feira próxima na sessão ordinária o presidente deverá ler o ação proposta pela Justiça Pública e encaminhar providências para atender a demanda ministerial ou contesta la no Poder Judiciário.
Isaac tem nas mãos uma decisão crucial. Ele pode convocar sua procuradoria e o departamento jurídico para se sustentar no cargo — mesmo que precariamente, do ponto de vista jurídico — até o fim do ano. Ou, de forma mais responsável, convocar sessão extraordinária para uma nova votação e eleição de presidente. A escolha define certamente definirá futuro presidente, talvez outro caminho da Câmara. Com ampla maioria da base governista (MDB e PL dominando as bancadas), Isaac dita o sucessor: basta uma indicação sua para emplacar quem quiser.
A coluna Sartre apurou junto a servidores da Casa que o Departamento Jurídico da Câmara analisa entendimentos legais sobre o pedido do MP, enquanto vários nomes circulam para uma possível eleição — mas nenhum ganhou preferência de Isaac Antunes.
"Nomes impróprios" estão vereadores envolvidos em inquérito de rachadinha, arquivado, como Igor Oliveira (MDB), Maurício Gasparini (União Brasil) e o maior protagonista atualmente do assunto vereador Lincoln Fernandes (PL), além de figuras como Danilo Schochi, totalmente descartado, por não gerar confiança entre os seus colegas. Nomes próximos a Lincoln, ou que ainda conversam com ele, o caso do vereador Matheus Moreno MDB, esta fora, Maurício Vila Abranges, PSDB, Franco Ferro PP e Bruno Veiga REP sucetiveis a pressão de Lincoln foram descartados — apesar de serem de confiança do presidente —, Sem consenso, a sucessão segue indefinida para tocar a Câmara até o fim do ano, e possivelmente 2027. Um aliado de partido PL ou do Governo PSD esta descartado. A base do Governo não acredita ser saudável para base um vereador do PSD, partido do Prefeito Ricardo Silva.
Em outro passo a Comissão de Ética e a Comissão Processante avaliam pedido de cassação contra Lincoln por suposta "rachadinha" (exigência de parte dos salários de assessores) e venda de cargo mediante a empréstimo consignado por parte de assessora e extorsão. Pela primeira vez na história da Câmara, o processo avança com imparcialidade inédita: presidido por Jean Corauc (PSD, governista), relatado por vereadora do PT (ligada a causas femininas, considerando B.O.s antigos de Lincoln por agressão a mulheres) e com Junin ou Dedê Lopes (PL) garantindo transparência. Nada de conchavos: apuração precisa de fatos.
Resta aguardar a posição de Isaac Antunes. Vai remendar o barco e se agarrar ao poder, arriscando instabilidade? Vai emplacar um aliado problemático, perpetuando desconfianças? Ou, enfim, compor uma saída coletiva para resgatar a credibilidade da Câmara?