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ATAQUE FALHO
Lincoln Fernandes (PL) reagiu aos ataques do "Pão de Queijo", mas escolheu o contra-ataque em vez da defesa. Apontou o dedo chamando o rival de "Pão de Queijo de Laranja" — uma cutucada clara em Isaac Antunes (PL), insinuando a promoção dele no caso. O tiro saiu pela culatra: a provocação surgiu acompanhada de mais um "chá de revelação" de outro ex-assessor nas redes do "Pão de Laranja".
TRUCO 6 LADRÃO
A defesa de Lincoln chegou a mencionar "isonomia" por meio de uma denúncia ao Conselho de Ética para investigar mais dois dos atuais vereadores que o acompanhavam em um inquérito da Polícia Civil já arquivado: Maurício Gasparini (UP) e Igor Oliveira (MDB). A ideia de atrair a atenção da opinião pública para narrativas de perseguição política do presidente da Câmara contra ele, contudo, esbarra no histórico da Casa: nunca houve inovação em relação ao que já foi definido em inquéritos policiais ou sentenças judiciais. Arquivou, arquivou e pronto...
CAIXA DENUNCIADO?
Odair Luiz, advogado que atuou no gabinete de Lincoln e hoje serve como apoio na Comissão de Ética, está sob suspeição, segundo vereadores. Ex-assessores de Lincoln o apontam como o suposto "caixa" das "rachadinhas" do parlamentar. Odair deve depor na Polícia e no MPE-SP.
CAIXÃO SEM ALÇA
Um assessor confidenciou que Lincoln já é um "cadáver político" que mal sabe se poderá contar com seus atuais assessores. Hoje, vereadores da comissão falam do risco de conversar com ele. Com o inquérito reaberto na Polícia Civil, qualquer fala mais atravessada pode ser lida como tentativa de tumultuar os trabalhos de investigação — e todos sabem onde isso pode parar.
"PIRIRI" PRESIDE
Após o sorteio entre os vereadores da Casa, Jean Corauci (PSD) assume a presidência da Comissão Processante. Na última vez em que esteve em uma Comissão de Ética, Corauci apresentou um atestado médico de "dor de barriga" para se retirar e retornou antes do final do afastamento para assistir à reunião — já não mais como membro — quando processavam Bigodini.
PERDENDO BIGODE
Bigodini (MDB) está cada vez mais só. Após quatro meses afastado por dirigir embriagado, ele agora vê uma Câmara "no rumo da moralidade". O clima mudou, e o "influencer barbeiro" já não é mais o mesmo: perdeu palco, likes e o apoio do MDB, que já estuda apostar na primeira suplente, Maria Eugênia Biffi, para 2026. A análise é clara: embora Bigodini ainda tenha aderência, seu eleitorado não vota nos caciques do partido.
BIFFI NO PRATO
Bigodini volta em maio, próximo da sentença final do processo penal a que responde — em caso de condenação, deve enfrentar um novo pedido de cassação na Casa. O substituto Robson Vieira não vem conseguindo a visibilidade necessária para ser útil a Baleia Rossi e Léo Oliveira; por isso, investir em Bigodini às vésperas da eleição não faria sentido.
NÃO TEM GALANTIA
A secretária da Infraestrutura, Juliana Ogawa, enfrentou a prova clássica de Ribeirão Preto: passar por janeiro e fevereiro com chuva, enchente, mato alto e lixo por todo lado. O clichê de "experiência em zeladoria na Prefeitura de São Paulo" não se converteu em uma gestão mais eficiente que a de seus antecessores. No primeiro ano, a receita foi simples: culpar a gestão passada pelas enchentes, falta de roçada, dragagem precária e sujeira. Por causa disso, Ricardo Silva atravessou seu pior momento no governo, com problemas potencialmente maiores que os do verão anterior — e, em meio ao caos da coleta de lixo, a secretária decidiu tirar férias.
ESCULTURA DE SUCATA
A descoberta veio só agora, após reportagem do JR: mobiliários dos corredores de ônibus — gradis e abrigos, alvos constantes de acidentes — precisam de manutenção e eficiência da Infraestrutura. A pasta reconheceu que não tem dados de ocorrências, registro de vítimas ou identificação de responsáveis, e não faz a cobrança dos danos, tampouco possui um mapa dos gradis retorcidos. A secretaria ainda não encontrou um plano de zeladoria viável para Ribeirão.