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Jornais da capital já apontam que o presidente Lula (PT) pode abrir mão de Geraldo Alckmin (PSB) para montar uma chapa com o MDB em 2026, e o nome de Baleia Rossi começa a ser citado nos bastidores. A ideia seria compensar a idade do presidente com um vice mais jovem e com trânsito no centro político. Dentro do MDB, porém, ainda há quem defenda o retorno de Michel Temer ao protagonismo, seja como candidato próprio, seja como alternativa em uma negociação mais adiante.
XADREZ ELEITORAL
Como dito nesta coluna, as peças de Lula para 2026 começam a se encaixar: Alckmin aparece na dianteira, ao lado de Haddad, na disputa pelo Senado em São Paulo, enquanto Simone Tebet é tida como forte candidata ao governo paulista. Num cenário de chapa Lula-MDB com Baleia Rossi na vice, Tebet não necessariamente precisaria deixar o MDB para disputar São Paulo, o que abriria espaço para um arranjo capaz de agradar boa parte do MDB e do PT nacional. Haddad manifestou o desejo de coordenar a campanha eleitoral nacional do PT, Alckmin fala em se aposentar por cima, e Lula procura um nome jovem do Centrão para revigorar a chapa.
SERÁ QUE VAI?
Enquanto os mdbistas locais tratam o tema com reservas, a expectativa na política ribeirão-pretana é positiva: uma dobradinha Lula-Baleia poderia abrir alas para Duarte Nogueira (PSD) e Marco Aurélio (NOVO), além de um candidato do MDB local. Pode ser a redenção de Igor Oliveira, que ganharia, nesse cenário, a chance de disputar a Assembleia Legislativa, sendo seu pai, Léo Oliveira, o nome indicado à Câmara. Veremos.
TRETA À DIREITA
As desavenças entre o presidente da Câmara, Isaac Antunes, e o vereador Lincoln Fernandes, ambos do PL, têm como estopim o empresário e ex-vereador de Jaboticabal Jan Nicolau Baaklini, conhecido por seus negócios imobiliários e empreendimentos de desenvolvimento, que recentemente passaram por Ribeirão e a quem Lincoln concedeu o título de cidadão ribeirão-pretano. O motivo?Quem sabe?
FÉRIAS?
A chefe de Infraestrutura, Juliana Ogawa (MDB), precisou adiar suas férias e viagem para ir às ruas e aos veículos de comunicação "dar satisfação" sobre temas como lixo, zeladoria, limpeza de córregos, bueiros e enchentes. A determinação partiu diretamente do prefeito. Ogawa sugeriu que a população deixasse o lixo em casa, o que gerou fortes críticas.
SEM PRAZO
Completamente alheia às negociações sindicais com a Estre e ao clima de guerra entre os coletores de lixo, a administração Ricardo avaliou que era "seguro" apostar que a empresa resolveria o problema antes que ele explodisse. O prefeito descobriu, da pior forma, que prometer faz parte do jogo, mas dar prazo é arriscado. Perde pontos a secretária Ogawa, apontada como autora da avaliação.
ESQUERDA COM NOJINHO
Clima quente na porta da Estre: tensão entre os agentes de coleta de resíduos, mas cadê os vereadores (ou vereadoras), especialmente os progressistas, para dar as caras e fortalecer os empregados? Houve quem dissesse que esses trabalhadores pareciam invisíveis...
COSTUREIRO DO LIXO
Ricardo Silva virou costureiro de última hora: desceu pessoalmente para negociar com a diretoria da Estre, os sindicatos e os trabalhadores, costurando uma proposta que evitou a deflagração de greve no Carnaval — período do ano que mais gera lixo. Mesmo com a coleta voltando ao normal, a Estre seguiu muda sobre os valores do acordo. Parecia até que a Estre não era uma empresa particular, nem tinha diretoria...
REBELDE SEM CARGO
O vereador Rangel (PSD) — do mesmo partido do prefeito — não mediu palavras contra Ricardo Silva, detonando a zeladoria pós-chuvas na cidade. O entorno do prefeito já rotulou o rapaz de "infiel e rebelde", atribuindo o comportamento à falta de cargos nas indicações não atendidas; já Rangel diz que o alcaide foi "envenenado" por gente próxima contra ele. Tal pai, tal filho na relação com o Executivo: o velho Scandiuzzi nunca se deu bem com Duarte Nogueira, do mesmo partido, e pelos mesmos motivos... cargos.