ENTRELINHAS DOS PODERES

, atualizado

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AGILIDADE

Na última reunião do secretariado do ano, conduzida pelo prefeito Ricardo Silva (PSD), entre morde e assopra, o pedido foi direto: mais agilidade e regularidade dos gestores, principalmente na condução dos projetos com recursos da União, que prometem mudar a cara da cidade.

MISSÃO DADA...

... missão cumprida — ou quase. A Fiscalização Geral, sob comando do capitão Brás, tentou, em 30/12, conduzir nova operação de reintegração de posse em área ao lado da Via Norte, próxima à linha férrea, sem mandado judicial — exatamente como já ocorrera anteriormente. A ação só foi suspensa após questionamentos feitos por esta coluna. A área pertence à Prefeitura, mas está registrada em nome da União. Trata-se do local onde deverão se desenvolver obras de mobilidde urbanas contempladas por verbas de empréstimo federal com valor estimado em R$ 1,1 bilhão.

DÁ ZERO PRA ELES

A GCM e o chefe da Fiscalização Geral não estão acima da lei. Nenhum agente público pode conduzir operação sem mandado judicial, ainda que o uso do espaço seja irregular. Quando quem deveria garantir a legalidade a ignora, e a força se sobrepõe ao direito. Seja no Brasil, em Ribeirão ou no mundo.

OBA-OBA DAS OBRAS

Um agente da Secretaria de Infraestrutura comentou ao colunista que o prefeito deveria evitar fazer "oba-oba" com obras problemáticas herdadas da gestão anterior — como no caso da Avenida Nove de Julho — sob o risco de assumir responsabilidades que não são suas. Segundo ele, os problemas estruturais da via estão sob competência da Secretaria de Obras e devem ser corrigidos sem gerar custos adicionais ao município.

NO RADAR

Agentes de radares móveis e de trânsito reagiram com insatisfação a um vídeo postado pelo prefeito Ricardo Silva em suas redes sociais. Ao fundo da imagem, aparecem agentes posicionados ao lado de um radar em uma avenida. O caso chegou ao sindicato da categoria (Sindviários). O episódio foi rebatido pelo prefeito com argumentos sobre o modelo ultrapassado de radares móveis; ainda assim, o sindicato estuda medidas relacionadas à exposição dos agentes em vídeos publicados pelo chefe do Executivo.

DE OLHO NA ALESP

Pesquisas encomendadas por partidos, para uso interno, sobre candidatos à Alesp na região mostram liderança consolidada de Léo Oliveira (16%), seguido por Duda Hidalgo (PT) e Rafael Jr., ambos com 9%, empatados em segundo lugar. Isaac Antunes (PL) aparece com 6,7%, Marcos Papa com 4,3% e Trindade (UB) com 3,8%. Dentro do MDB, Léo é considerado virtualmente reeleito, apesar do histórico de diluição das intenções de voto nos meses finais da campanha. Estima-se que candidatos precisem de 80 a 100 mil votos para se eleger, a depender do partido.

AGORA É FEDERAL

Na disputa da Câmara Federal, Duarte Nogueira (14%) e Baleia Rossi (12%) lideram isoladamente essa faixa de votação no município, enquanto Marco Aurélio alcançou seu melhor desempenho, com 6%. A expectativa, otimista, é que Baleia Rossi e Duarte Nogueira ultrapassem ou fiquem próximos do quociente eleitoral estimado para 2026 em São Paulo, projetado em cerca de 340 mil votos totais. Para a eleição, seria necessário obter entre 1/4 e 1/3 desse total em votos individuais.

SARTRE APONTOU

Na edição passada, o JR publicou uma matéria aprofundada sobre as perspectivas dos candidatos a deputado estadual em Ribeirão Preto, mas acabou não mencionando o PSB. À época, a ausência se justificava pelo fato de Suely Vilela ter informado à coluna que não seria candidata nas eleições deste ano.

HABEMUS PAPA

A omissão, contudo, gerou questionamentos da executiva estadual ao coordenador regional Marco Ernani (Nanão), ex-prefeito de Altinópolis, sobre a ausência do partido na matéria. Segundo Nanão, o PSB terá, sim, candidatos a deputado estadual e federal, e há grande possibilidade de que Marcos Papa dispute um dos cargos.