CBL: Bienal do Livro de São Paulo terá maior edição de sua história

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CBL: Bienal do Livro de São Paulo terá maior edição de sua história
CBL: Bienal do Livro de São Paulo terá maior edição de sua história - Foto: Agência Brasil
CBL: Bienal do Livro de São Paulo terá maior edição de sua história - Foto: Agência Brasil

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, terá a participação de 350 autores nacionais e internacionais, 269 expositores e onze espaços culturais.

A expectativa é receber mais de 700 mil visitantes, com uma expansão física e uma programação cultural ampliada nesta edição. 

A programação será distribuída por 11 espaços temáticos, cada um com identidade própria e curadoria especializada. No total, serão 3.450 horas de programação. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Fever.

Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento, a edição de 2026 consolida-se como a maior da história do evento, refletindo sua evolução como um grande festival cultural e literário.

A Bienal reunirá uma diversidade de autores da literatura brasileira e internacional, contemplando variados gêneros, estilos e públicos. Nomes como Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Cármen Lúcia, Lilia Schwarcz e Fernando Morais são alguns dos destaques programados para esta edição.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, lançou recentemente o livro Pela mão do povo Democracia e voto no Brasil (editora Bazar do Tempo), em coautoria com a cientista política Heloisa Starling. A obra percorre a história da democracia brasileira por meio das eleições, das leis e dos eleitores, refletindo sobre a construção da cidadania e do voto no país.

Autoras consagradas da literatura no país, Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz participam juntas da mesa Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência, que vai tratar de literatura, memória, ancestralidade e seu conceito de escrevivência.

As autoras estarão em mais mesas ao longo da Bienal, com destaque para o bate-papo entre Eliana, Marcelino Freire e Estevão Ribeiro em torno do livro recém lançado Escreviventes (Pallas Editora). A obra tem origem em um diálogo entre Conceição e Eliana, gravado ao longo de dois dias na Kaza 123, quilombo urbano no Rio de Janeiro, e terá uma versão em documentário, com direção de Estevão.

Autores contemporâneos reconhecidos também marcam presença, incluindo Bethania Pires Amaro, Itamar Vieira Jr., Aline Bei, Socorro Acioli, Giovana Madalosso, Jefferson Tenório.

A escritora Bethania Pires Amaro teve seu primeiro livro, Ninho, vencedor dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc de Literatura, todos na categoria Contos. Neste ano, ela estreou no romance com Ressalga (editora Record). Na obra, ela retoma a história de mulheres que eram profissionais do sexo, entre as décadas de 1950 e 1970, na Ladeira da Montanha, reduto boêmio de Salvador (BA) na época. 

Internacional

Entre os convidados internacionais confirmados estão Ana Huang, autora de Amor Corrompido (editora Essência) e que tem sua obra disseminada especialmente em comunidades do TikTok; e Alice Oseman, reconhecida no cenário internacional pela série de livros Heartstopper (editora Seguinte), que ganhou uma adaptação audiovisual e traz temas ligados à adolescência e LGBTQIA+.

A jornalista Lesley-Ann Jones, que escreveu biografias de David Bowie, John Lennon, Rolling Stones e Freddie Mercury, é um dos destaques desta Bienal. Ela participa dos debates Freddie Mercury: o que ainda não sabíamos e Música, memória e legado.

A Bienal deste ano tem ainda a Espanha como Convidado de Honra, para fortalecer o intercâmbio cultural e editorial com o Brasil.

Com curadoria da escritora Marta Sanz, em um espaço de cerca de 500 metros quadrados, haverá uma programação especial de debates, encontros literários e exposições, apresentando a diversidade da literatura espanhola contemporânea ao público brasileiro.

Expansão física

O evento deste ano marca uma expansão física e operacional, com a maior área já ocupada pela Bienal, passando a ocupar 86 mil metros quadrados, que representa um crescimento de 28% em relação à edição anterior.

A área comercial cresceu 20%, os espaços destinados à programação cultural foram ampliados em 4,7% e a área de alimentação aumentou 8,8%. A reorganização da infraestrutura permitiu ainda a instalação de novos espaços para convivência, experiências culturais e áreas de descanso.

"Mais do que uma feira, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro. O crescimento da área comercial e a forte adesão do mercado demonstram sua importância como plataforma de negócios, valorização da leitura e conexão entre diferentes públicos", afirmou Sevani Matos, presidente da CBL.