Com o avanço das tecnologias, especialmente a inteligência artificial, a presença do fotógrafo se torna ainda mais importante. Embora a IA possa gerar imagens, falta a sensibilidade e o olhar que só um fotógrafo pode trazer, argumenta o secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual do governo federal.
Stuckert avalia que as imagens têm o poder de transcender palavras e oferecer uma perspectiva única sobre a realidade.
Assim, registrá-las se torna um ato de resistência contra a desinformação e uma forma de garantir que a memória coletiva permaneça viva, explica.
Benefícios da IA
A respeito da influência da inteligência artificial, Joédson Alves, da EBC, acrescenta que as empresas fabricantes e desenvolvedoras de equipamentos têm se preocupado em garantir que os arquivos fotográficos ofereçam registros e provas de que a imagens foram feitas por seres humanos.
Ele exemplifica que, nas coberturas mais difíceis, os profissionais precisam garantir responsabilidade social e ética com a informação que captam.
A utilização da IA é benéfica para o fotojornalismo porque garante agilidade, desde que não retire a ação do fotógrafo e a sensibilidade humana.
O professor Lourenço Cardoso adverte que as imagens produzidas por IA se valem de uma série de bases de dados que já foram produzidos. Mas ela não cria ou inova. Não há impressão de subjetividade naquilo.
Para ele, os problemas que podem ser colocados em relação à fotografia podem já ter sido tratados no passado quando se discutiu a mecanização da produção fotográfica.
Em alguns momentos, foi discutido que fazer fotografia morreria com os novos mecanismos", diz.
"E o tempo mostrou que a subjetividade é insubstituível e o olhar atravessado por essa percepção sobre o mundo resulta em resultados fotográficos que fazem sentido para o outro, que impactam, que mobilizam e que tocam os corações.