Também em seu perfil no X, a ex-vice-presidente dos Estados Unidos condenou as ações de Trump na Venezuela, ao mesmo tempo em que classificou Maduro como ditador brutal e ilegítimo.
Já vimos esse filme antes. Guerras por mudança de regime ou por petróleo, vendidas como demonstração de força, mas que se transformam em caos e famílias americanas pagam o preço.
Para Kamala, não se trata de tráfico de drogas ou de defesa da democracia. É sobre o petróleo e sobre o desejo de Donald Trump de se passar como o homem mais forte da região. Se ele se importasse com alguma dessas coisas, não perdoaria um narcotráfico condenado nem marginalizaria a legítima oposição venezuelana enquanto busca acordos com aliados de Maduro.
A ex-vice-presidente avaliou ainda que Trump gasta bilhões de dólares com a operação, coloca a tropa norte-americana em risco, desestabiliza a região e não oferece nenhum tipo de autoridade legal, nenhum plano de saída e nenhum benefício para o povo estadunidense.
Entenda
No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.
O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.
O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
Matéria ampliada às 12h28