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Patologia social, que mata o pensamento e não é exclusividade da direita. Assim o cientista político Luiz Rufino classifica a existência das listas visando boicote a eleitores de posições políticas divergentes.
"Ações como essa são movimentos de massa: não buscam a verdade, buscam crescer e vencer, o que mata o pensamento e qualquer sentido de verdade e de justiça", avalia.
Segundo ele, quem é envolvido "não consegue mais ter uma vida fora do movimento". "Seu trabalho, seus amigos, sua música, tudo passa pelo filtro ideológico. É uma patologia social, uma paixão coletiva artificial", analisa. E o fenômeno não é exclusivo da direita. "É o equivalente, com o sinal trocado, ao 'eu odeio a classe média' ou ao 'CEO de MEI'. É a tentativa de deslegitimar a opção do outro", informa.