Ricardo terá que escolher onde cortar, afirma especialista

, atualizado

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A administração terá que escolher onde cortar. A análise é de Victor G. Jorge, especialista em controladoria pela FEA-USP e sócio da VG Consulting, ouvido pelo Jornal Ribeirão.

"Concordo com a necessidade de um ajuste seletivo, e não de cortes generalizados. Reduzir despesas indiscriminadamente pode comprometer serviços essenciais sem resolver a origem do desequilíbrio fiscal. É preciso definir prioridades", afirma.

Para ele, há uma questão que merece atenção especial: a revisão da expectativa de excesso de arrecadação. "Se a Prefeitura já autorizou despesas contando com a projeção maior, parte dessa autorização pode ter ficado sem a correspondente cobertura financeira. É fundamental esclarecer quanto foi suplementado em 2026 com base no excesso de arrecadação e quanto já foi efetivamente empenhado".

Outro ponto importante é a responsabilidade pelo planejamento. Se em 2025, a atual gestão ainda trabalhou com instrumentos orçamentários herdados da administração anterior, esse ano a situação é diferente. "O PPA 2026-2029, a LDO e a LOA, com orçamento de R$ 5,4 bilhões, foram elaborados pela atual administração e são responsabilidade de quem governa hoje".