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A possibilidade de captação do Rio Pardo também resgata uma antiga disputa política. A proposta foi criticada por Ricardo Silva durante a campanha eleitoral de 2016, quando ele disputou a Prefeitura contra Duarte Nogueira. Na ocasião, a ideia enfrentou resistência e se tornou um dos temas mais sensíveis do segundo turno.
Nogueira, eleito com 56,94% dos votos, contra 43,06% de Ricardo Silva, defendia a possibilidade, mas pregava o aquífero como prioridade. A discussão chegou a provocar alta nas pesquisas, mas não "virou" a disputa.
O relatório não prevê uma obra imediata de captação nem define custos, localização ou prazo para implantação. Não significa, entretanto, que o tema está fora do radar.
A indicação é que o rio seja considerado em um cenário posterior a 2050. Até lá, a estratégia é manter as águas subterrâneas como principal fonte de abastecimento, com redução da pressão nas áreas mais exploradas, abertura de novos poços, diminuição das perdas e acompanhamento permanente dos níveis do aquífero.