Estudo encomendado pela prefeitura abre caminho para captar água do Pardo
Levantamento foi contratado em 2024 e apresentado nesta semana; abastecimento exclusivo com Aquífero está garantido até 2050
, atualizado
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A Prefeitura de Ribeirão apresentou nesta semana um estudo técnico que abre caminho para a captação captação de água do Rio Pardo para abastecimento da cidade. Apesar de indicar a possibilidade de outras fontes de captação além do Aquífero Guarani, o levantamento indica que o abastecimento da cidade está garantido pelo manancial até 2050.
Segundo o levantamento, contratado pela administração no ano de 2024 - ainda na gestão do ex-prefeito Duarte Nogueira - o Sistema Aquífero Guarani, responsável por 100% do abastecimento público do município, precisa de monitoramento.
"Outras fontes de água alternativas, como o Rio Pardo, podem ser avaliadas como opção para ampliar oferta para demandas superiores a 9 m³/s, que corresponde a um horizonte após 2050, de acordo com as expectativas de crescimento projetadas neste trabalho", afirma o documento.
DADOS
O estudo, encomendado pela administração, foi apresentado durante reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo. Coordenado pelo geólogo Ricardo Hirata, referência internacional em águas subterrâneas e consultor do Banco Mundial, o trabalho utilizou dados de monitoramento, modelagem tridimensional e projeções para avaliar o comportamento do aquífero até 2050. A conclusão é que o manancial pode atender à demanda atual e suportar um aumento de até 50% na captação, desde que a exploração seja distribuída de forma equilibrada. A capacidade sustentável estimada no estudo é de até 9 m³/s.
"Esse estudo nos permite olhar para o futuro de Ribeirão Preto com segurança e responsabilidade. Estamos falando da água que vai abastecer nossos filhos e as próximas gerações", afirmou o prefeito Ricardo Silva.
Segundo o prefeito, o diagnóstico permite orientar decisões de longo prazo relacionadas à expansão urbana, à redução de perdas e à preservação do aquífero e redução em áreas críticas.
PROBLEMAS
O relatório identifica problemas provocados pela concentração de poços, principalmente na região central, com rebaixamento gradual do nível da água subterrânea em determinadas áreas. Para reduzir a pressão sobre essas regiões, o estudo recomenda uma redução de 2 m³/s na vazão total atualmente autorizada nas áreas mais críticas. A adaptação deverá ocorrer até 2035 e representa uma redução estimada em cerca de 20% nas vazões outorgadas dos poços existentes nessas áreas.
O relatório também recomenda a redistribuição gradual das captações para regiões periféricas, onde novos poços poderão ser instalados de acordo com critérios técnicos de vazão, distância e interferência entre as estruturas
O estudo recomenda ainda a redução das perdas de água, a ampliação da setorização da rede e o uso permanente de ferramentas de monitoramento e modelagem.