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O Instituto Acolher aparece ligado a outra ONG prestes a firmar um termo de parceria milionário om a Prefeitura de Ribeirão Preto. Segundo o seu Portal da Transparência, a instituição emprega, como educadora social, Romélia Aparecida de Souza, presidente do Instituto Ideas Coletivo de Assistência Social, Arte e Cultura.
O Ideas foi anunciado, no final de abril, como vencedor de um chamamento público aberto pela Secretaria de Cultura e Turismo para repassar a uma organização social a gestão de cinco centros culturais: Palace, Quintino, Vila Tecnológica, Campos Elíseos e CEU das Artes. O processo está em fase de recurso.
O edital prevê um repasse anual de R$ 1,8 milhão à entidade selecionada, valor 88 vezes maior que o patrimônio líquido do Instituto Ideas, apontado em seu balanço de 2025. No Instituto Acolher, Romélia tem salário de R$ 1,8 mil.
A ONG presidida por ela teve receita de pouco menos de R$ 300 mil no ano passado. Seu Portal da Transparência relata um "capital humano" de cinco pessoas contratadas e 15 voluntários.
Procurada, a Secretaria de Cultura afirmou que o processo de escolha da futura gestora dos Centros Culturais "não está finalizado".
"A Secretaria informa que o processo referente ao Chamamento Público nº 02/2026 ainda não foi finalizado e encontra-se em fase recursal, ou seja, não há definição sobre a instituição selecionada.Após essa etapa, será realizada a análise documental, quando todos os critérios e exigências previstos em edital serão devidamente verificados. Eventuais apontamentos serão analisados dentro desse fluxo", diz a nota encaminhada ao Jornal Ribeirão.