Guerra no PL derruba coordenador de Comunicação da Câmara em RP

Samuel Prisco pediu exoneração, mas fica no cargo até o fim do mês; servidores se preparam para 'guerra sangrenta'

, atualizado

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A crise interna no PL de Ribeirão ganhou novos contornos nesta semana e já impacta diretamente a estrutura da Câmara. Em meio à disputa entre os vereadores Isaac Antunes e Lincoln Fernandes, o coordenador de Comunicação da Casa, jornalista Samuel Prisco, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (18). Ele permanece no cargo até o fim do mês.

A saída ocorre em um momento de escalada do conflito político entre os dois parlamentares, que rompeu os limites dos bastidores e passou a envolver acusações públicas, denúncias e articulações paralelas.

Prisco chegou ao cargo por indicação de Lincoln Fernandes, após atuar por cerca de três anos em seu gabinete. Antes disso, trabalhou com os vereadores Léo e Igor Oliveira (MDB). Mesmo após o rompimento entre Lincoln e Isaac, Prisco foi mantido na função e passou a integrar o núcleo de confiança da atual presidência da Câmara.

O pedido de exoneração ocorre após o registro de uma ocorrência, nesta semana, por uma assessora ligada ao grupo de Lincoln, que acusa o jornalista de importunação sexual. O caso ainda não teve desdobramentos públicos e não há, até o momento, manifestação oficial das autoridades sobre eventual investigação.

Paralelamente, a defesa de Lincoln Fernandes afirma que o então coordenador teria participado da gravação de vídeos nos quais ex-assessores relatam a existência de um suposto esquema de "rachadinha" no gabinete do vereador. O caso é alvo de investigação pela Polícia Civil.A disputa entre Lincoln e Isaac tem como pano de fundo justamente o avanço dessas denúncias e a reorganização de forças dentro da Câmara.

Procurado, Samuel Prisco não se manifestou. A reportagem também tentou contato com a ex-assessora responsável pela denúncia, mas não obteve retorno. Nem Lincoln Fernandes nem Isaac Antunes comentaram o caso.

BASTIDORES

Nos bastidores, a avaliação é de que o embate deve se intensificar nos próximos dias, com possibilidade de novos desdobramentos políticos e jurídicos.

"É um clima de guerra. Nunca vi algo tão aberto na Câmara desde que estou aqui", afirmou uma funcionária da Casa, sob condição de anonimato.