Corredores de ônibus somam gradis e abrigos danificados

Responsável pela manutenção, Secretaria de Infraestrutura admite falta de dados e ainda 'estuda' intervenções

, atualizado

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Corredor Meira Junior, com gradil e abrigo danificados, que aguardam estudo da secretaria para reparos
Corredor Meira Junior, gradil e abrigo danificados - Foto: Foto Jornal Ribeirão
Corredor Meira Junior, gradil e abrigo danificados - Foto: Foto Jornal Ribeirão

Entregues recentemente, após anos em obras, os corredores de ônibus de Ribeirão Preto já apresentam sinais de falta de manutenção nos gradis que servem como "proteção" para os passageiros e nos abrigos. Um levantamento exclusivo e Jornal Ribeirão, mapeou 52 pontos críticos.

Desse total, 22 contam com gradis irrecuperáveis - ferros partidos ao meio, bases arrancadas do concreto, impossíveis de soldar ou emendar ou aproveitar - e aproximadmente 30 com danos reparáveis, como amassados, tombados ou pendentes.  

Os focos principais concentram-se na Independência (trecho Meira Júnior à Presidente Vargas), Norte-Sul (20 km ligando Ribeirão Verde ao Ribeirão Shopping, eixos 901/910), Saudade/Dom Pedro I (Norte-Centro), Castelo Branco/Treze de Maio (Leste-Centro) e Contábil Romano/Presidente Kennedy (Lagoinha-Leste).

A malha, que interliga a cidade de ponta a ponta, inclui o Quadrilátero Central (ruas Lafaiete, Florêncio de Abreu, Visconde de Inhaúma e Barão do Amazonas; avenidas Francisco Junqueira e Jerônimo Gonçalves), projetada para desafogar o Centro histórico.

No Norte-Sul, o maior corredor (20 km), 10 pontos demandam substituição total, com danos de outros veiculos invadindo faixas em curvas apertadas perto do Ribeirão Shopping. Saudade/Dom Pedro I registra 5 gradis tombados, forçando ônibus a manobras evasivas; Castelo Branco/Treze de Maio e Costábile/Kennedy somam os demais, com amassados em bases expostas à corrosão. Dos aproximadamente 30 reparáveis, mais da metade estão "prontos para cair": soldas precárias ou recortes superficiais bastariam.