Temporário ganha menos e tem menor qualificação

, atualizado

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Um levantamento feito pelo Organização da Sociedade Civil Todos Pela Educação apontou que 93,5% dos professores temporários no País possuíam curso superior, contra 98,8% dos efetivos. O estudo mostra ainda que 43,6% dos docentes temporários atuam há pelo menos 11 anos como professor, indicando que os contratos por tempo determinado não estão sendo utilizados apenas para suprir demanda pontual e emergencial, mas para, de fato, compor o corpo docente fixo de profissionais do magistério que trabalham nas escolas.

Em Ribeirão, a rede municipal conta com 722 professores contratados por tempo determinado, o equivalente a 20,5% do corpo docente. Esses profissionais são responsáveis por suprir ausências e cobrir turmas.

REDE

Dados oficiais apontam ainda que a rede municipal de Ribeirão Preto enfrenta um déficit estrutural de profissionais. Dos 2.935 cargos efetivos de magistério criados por lei, apenas 2.783 estão ocupados. Desses, cerca de 593 professores efetivos estão afastados por licenças, readaptações ou outros impedimentos, o que reduz para aproximadamente 2.190 o número de docentes aptos a atuar regularmente em sala de aula.

Por fim, professores temporários na rede municipal recebem, em média, 45% menos que os professores efetivos, segundo dados do Instituto 2023 referentes a 2023.